A Alvorada Industrial começou sua trajetória em 1993, em um pequeno barracão na Avenida Pedro de Toledo, em Marília. Antes de fundar a empresa, seu fundador acumulou experiência em diferentes empresas e como professor no SENAI. Depois, adquiriu o primeiro torno em São Paulo e deu início ao negócio. Desde então, trabalho, conhecimento e compromisso com a qualidade acompanharam seu crescimento.
Hoje, mais de 30 anos depois, a Alvorada reúne máquinas tecnológicas e uma equipe qualificada. Ao mesmo tempo, mantém os valores que marcaram sua origem. Entre os marcos dessa história está a exportação de uma máquina embaladora de goma para a Europa. Dessa forma, a empresa ampliou sua visibilidade para além do mercado brasileiro.
A Alvorada atende clientes ligados ao setor alimentício e à área agrícola. Além de fabricar suas próprias máquinas, trabalha com a nacionalização de peças de equipamentos importados. Nesse processo, recebe componentes para estudar, reproduzir e produzir localmente. Também revisita projetos existentes em busca de ajustes e melhorias.
Na empresa desde os 17 anos, Harrison Douglas da Silva acompanha projetos de máquinas e melhorias em equipamentos já desenvolvidos. Além da experiência prática, é Engenheiro de Produção Mecânica pela UNIMAR — Universidade de Marília, onde se formou em 2012.
O desafio de conectar as etapas do trabalho
Antes da adoção do ZW3D, a Alvorada utilizava diferentes ferramentas para desenvolver projetos e preparar a fabricação.
Segundo Harrison, um dos desafios estava na compatibilidade dos arquivos recebidos de terceiros. Nem sempre a equipe tinha contato direto com quem havia criado o projeto original. Por isso, era importante conseguir abrir e trabalhar com diferentes formatos.
Além disso, outra dificuldade aparecia quando um desenho precisava mudar depois de iniciado o preparo da usinagem. Nessas situações, às vezes era necessário refazer parte do trabalho.
Diante desse cenário, a busca por uma nova solução considerou a compatibilidade dos arquivos e a geração de engrenagens. Também levou em conta o aprendizado e um investimento viável para a empresa.
Uma adaptação rápida ao desenho
O primeiro contato com o ZW3D veio de uma comunicação da totalcad. Depois de conhecer a solução e avaliar seus recursos, a Alvorada começou a utilizá-la em julho de 2025.
Em seguida, Harrison participou de um treinamento com a equipe da totalcad. Segundo ele, em poucos dias já conseguia trabalhar com as ferramentas de desenho e chapas metálicas.
“Na parte de desenho, ele já virou meu software principal. Já aposentei os outros.”
— Harrison Douglas da Silva, Alvorada Industrial
Com a adoção do software, a equipe conseguiu abrir projetos anteriores para consulta e continuidade do trabalho. Enquanto isso, os novos projetos passaram a ser desenvolvidos no ZW3D. Entretanto, o acesso às geometrias dos arquivos antigos não significou preservar todo o histórico de modelagem.
Onde a mudança ficou mais evidente
Harrison destaca o trabalho com chapas metálicas como uma surpresa positiva. Como a Alvorada possui equipamentos de corte a laser e dobra, ele relata que a preparação das peças ficou mais prática.
Além disso, a biblioteca de componentes está entre os recursos utilizados. Ao falar da modelagem, porém, Harrison relata que não percebeu uma grande redução no tempo para desenhar uma peça do zero. Isso porque já tinha experiência com outras ferramentas. Assim, os benefícios que destaca estão em aplicações específicas e na revisão de projetos.
Na usinagem, por sua vez, Harrison destaca a integração entre CAD e CAM. Por exemplo, ao alterar uma medida no desenho, como a de um furo, a mudança também é atualizada no CAM.
Ele também relata que testou opções da biblioteca de pós-processadores do ZW3D. Nessas experiências, obteve bons resultados em operações mais simples. Entretanto, o uso dos recursos de usinagem continua em aprendizado.
Na prática: três aplicações do ZW3D
Um caminho mais simples para modelar anéis moldadores de biscoitos
Um dos exemplos compartilhados por Harrison é o anel moldador de biscoitos, produzido com frequência pela Alvorada. Nesse equipamento, vários anéis são montados em um eixo de uma moldadora e dão forma à massa. Em seguida, a massa segue para o forno.
Antes, Harrison construía a geometria diretamente sobre uma superfície cilíndrica. Para isso, projetava esboços e fazia operações em ângulo.
Com o ZW3D, passou a desenvolver os detalhes em um plano. Ao final, aplica a dobra cilíndrica para obter o formato do anel. Segundo Harrison, essa forma de construir o modelo tornou o trabalho menos complexo.

Da peça em chapa à planificação e ao detalhamento
Outro exemplo é uma peça em chapa fabricada pela Alvorada e desenvolvida no ZW3D. O modelo apresenta recortes repetidos e diferentes dobras. Além disso, o detalhamento inclui cotas lineares e angulares.
Harrison relata que obteve a planificação dessa peça de forma imediata. Na rotina de corte a laser, também destaca a facilidade de converter modelos recebidos em formatos genéricos, como STEP, para trabalhar como chapa metálica.
Em seguida, gera o blank — a peça planificada antes das dobras. Depois, exporta em DXF e encaminha o arquivo para a máquina.

Recursos para apoiar o desenvolvimento de engrenagens
Harrison utiliza o gerador de engrenagens em demandas recorrentes. Por exemplo, o caso compartilhado apresenta a geração de um conjunto de coroa e sem-fim. Em seguida, ele realiza a edição da geometria.

A experiência com a totalcad
Harrison destaca a experiência com a totalcad durante a aquisição e o treinamento. Segundo ele, as condições comerciais tiveram peso na decisão de adotar o ZW3D.
Além disso, as gravações das aulas fizeram parte desse apoio. Quando surgiam dúvidas no dia a dia, Harrison podia rever as explicações do treinamento. Dessa forma, conseguia retomar o conteúdo apresentado e consultar as orientações conforme a necessidade.
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