Marketing para arquitetos: saiba como promover seus trabalhos e vender mais

O marketing digital chegou para todos os segmentos de negócios. A internet tem sido vista, cada vez mais, como um espaço privilegiado de promoção de empresas e produtos, com possibilidades altas de controle e análise para a tomada de decisões estratégicas. Claro que o marketing para arquitetos não poderia ficar de fora.

No texto de hoje, vamos falar bastante sobre como as práticas de marketing evoluíram com a ajuda dos meios digitais e como elas se expandem tanto quanto os avanços tecnológicos permitem. Como não poderia ser diferente, vamos ensinar algumas ações importantes que sua empresa pode tomar para se inserir e destacar-se no ambiente digital.

Confira já nossas dicas e não perca tempo para criar novas oportunidades de negócios pela internet!

O marketing de conteúdo e o funil de vendas

O marketing de conteúdo compreende diversas práticas que têm como objetivo tornar sua empresa visível e construir sua credibilidade no meio digital.

Ao contrário do marketing tradicional, geralmente muito dependente da publicidade, o marketing digital explora o potencial de interação entre partes que a internet promove. Com isso, essa interação é utilizada em várias etapas de uma estratégia digital, ao contrário de ações unilaterais, como a publicidade que mencionamos.

O marketing de conteúdo pressupõe trocas. A empresa oferece informações relevantes a seu público e o público oferece, em troca, meios de se aproximar. Seja por meio do envio de informações de contato, seguindo em redes sociais ou comentando em um post para possibilitar o diálogo.

Toda essa estratégia de aproximação tem em vista a construção de uma relação de confiança entre o público e a empresa, que passa a ser vista como uma autoridade em seu assunto e uma opção viável para resolver problemas que estejam dentro de sua área de atuação.

No entanto, seria impossível para uma empresa tentar se aproximar de todos os visitantes que tivessem acesso a seu conteúdo, além de, para muitos desses, isso parecer uma abordagem invasiva. Pense no telemarketing, por exemplo.

Portanto, o marketing digital trabalha com o conceito do funil de vendas, que veremos a seguir.

Como o funil de vendas funciona no marketing digital

Uma pessoa que acabou de conhecer uma empresa de arquitetura por meio da internet geralmente ainda não está pronta para receber dela uma oferta de serviços.

É necessário um período de educação, para a constatação de um problema e a descoberta de soluções possíveis. Em um segundo momento, essa pessoa passa à consideração, em que conhece a empresa, os serviços que ela presta, e como ela pode atender a suas necessidades.

Por outro lado, uma segunda pessoa que já siga a empresa nas redes sociais, já tenha constatado um problema a ser resolvido e se convencido da aptidão de algumas empresas para resolvê-lo, inclusive a de que estamos falando, estará pronta para receber uma oferta de serviços que a destacará da concorrência.

Os dois casos tratam de estágios distintos do funil de vendas, que demandam abordagens distintas.

O funil de vendas é justamente o caminho que visitantes levam desde o conhecimento da empresa até a compra. Uma boa estratégia de marketing para arquitetos deve colocar à disposição de seus visitantes alguns meios para que eles se aproximem cada vez mais da empresa, e, assim, da decisão de compra.

Potenciais clientes que se encontrem em diferentes partes do funil exigem abordagens diferentes e isso é importante considerar no Marketing para Arquitetos.

Quem está em um estágio ainda inicial precisa de conteúdo educativo, menos direto, para constatar o problema que possui. Mais adiante, a empresa deve mostrar, por meio de seu conteúdo, que tem a capacidade de resolver esse problema e que pode resolvê-lo da melhor maneira possível.

Esse funil é dividido em três fases, considerando o workflow de uma firma de arquitetura: uma fase de educação, uma de diagnóstico e uma de oferta de serviço. Vamos explorar cada uma delas a seguir, traçando ações úteis que sua empresa pode tomar para criar boas oportunidades de negócio e se aproveitar delas.

Marketing para Arquitetos: Educando o cliente

A primeira fase do funil de vendas é, de longe, a mais ampla das três. Ela visa tornar a empresa visível no ambiente digital e construir autoridade em seu segmento de atuação. No caso que estamos analisando, a arquitetura.

Essa primeira fase serve tanto para pessoas que já tenham a consciência de um problema e estejam buscando alguém para resolvê-lo, quanto para quem sequer tenha a consciência de que tenha um problema, mas que é alertado para a existência dele por meio do conteúdo.

O segundo caso é o exemplo de textos com o título como “X coisas que você está fazendo de errado ao planejar uma reforma”.

Nessa primeira etapa, portanto, a empresa demonstra conhecimento dos problemas pelos quais seu público pode estar passando, e apresenta algumas orientações iniciais para resolvê-los.

Conteúdo e visibilidade

A criação constante de conteúdo tem uma relação direta com a visibilidade que a empresa obtém no ambiente digital.

O público online quer consumir conteúdo. Não se segue uma página de uma empresa em uma rede social apenas por seguir, mas pelo interesse no que ela posta. O mesmo em relação a um blog corporativo.

Para atrair seguidores, é necessário um fluxo constante de conteúdo. O compartilhamento e as interações que eles geram contribuem para um aumento exponencial na visibilidade da empresa, mantendo os seguidores já conquistados e atraindo outros que também estejam interessados no assunto.

Além disso, uma quantidade interessante de conteúdo em um blog é um sinal interessante para mecanismos de busca. Isso porque, ao postar de modo consistente textos sobre determinado assunto, esses mecanismos passam a identificar qual o assunto abordado e a verificar a relevância do site para determinadas pesquisas.

Chamamos isso de autoridade da página, e a construção de uma boa autoridade aos olhos dos mecanismos de pesquisa é extremamente importante em uma estratégia de marketing digital.

Essa importância se justifica pelos atuais hábitos do mercado consumidor: a grande maioria das jornadas de compra se inicia por meio de uma pesquisa no Google. Portanto, o destaque nessas pesquisas é um diferencial competitivo. Resultados bem posicionados são vistos com maior credibilidade pelo cliente em potencial.

Blog corporativo

Falamos sobre a importância de se produzir conteúdo para que a empresa exista no ambiente digital. Mas como esse conteúdo deve ser disposto?

A criação de um blog é um bom começo. Conteúdo em texto é mais facilmente encontrado por mecanismos de busca, e integrá-lo a imagens e, se possível, vídeos, torna-o mais atraente para o visitante.

Os posts de blog podem ser divulgados por meio das redes sociais da empresa, que abrem a possibilidade de impulsionamento: a divulgação do post para usuários que se encaixem em determinado perfil e não sejam ainda seguidores da empresa. Esses posts podem, também, fazer parte de newsletters semanais, por exemplo.

Escreva textos que abordem problemas que o cliente ideal de sua empresa pode enfrentar. Faça-os curtos, objetivos e relevantes, demonstrando conhecimento acerca do problema e de soluções interessantes. Se sua empresa explora um nicho específico da arquitetura, aborde todos os pontos possíveis nele.

Site corporativo e portfólio

O site de uma empresa é sua vitrine no ambiente da internet. Ele deve funcionar de modo integrado com o blog para que se tenha uma estratégia completa de marketing para arquitetos. Se o conteúdo é bom mas redireciona para um site que não inspira confiança, há um obstáculo na jornada de compra.

O site corporativo deve conter informações úteis para que o cliente em potencial a conheça e possa se relacionar com ela. Portanto, contato e uma apresentação da empresa são essenciais.

No negócio da arquitetura, é importante que o site contenha um portfólio com trabalhos e projetos que a empresa já tenha executado. Considerando que a arquitetura é um negócio que valoriza os resultados, e não os meios para obtê-lo, mostrar quais resultados a empresa consegue produzir é um argumento dos mais fortes. Além disso não esqueça de deixar campos para que os visitantes do site entrem em contato com você, por meio de mensagem de texto, formulário, telefone, e-mail, etc. Facilite isso! 

Além dos posts de blog, a empresa também pode divulgar em suas redes sociais eventuais alterações e atualizações em seu portfólio, educando seu público sobre o que um serviço de arquitetura bem feito pode alcançar.

Abaixo listamos alguns sites internacionais bem legais que podem servir de referência:

Marketing para arquitetos: siteWorkstead

Schmidt Hammer Lassen Architects

Arkhefild

Nick Leith Smith

Fcb Studios

Redes sociais

Páginas nas redes sociais são frentes importantíssimas para se promover um negócio. Por meio delas, a empresa consegue construir sua identidade e interagir com o público interessado.

Essas interações são vistas como fonte de aproximação entre público e empresa, possibilitando a construção de uma relação de confiança cada vez mais forte. Além disso, comentários de seguidores podem fornecer dicas importantes para que a empresa verifique a relevância do conteúdo que tem produzido.

Esses comentários ajudam a evidenciar palavras-chave importantes para planejar a construção do conteúdo, e respondê-los cria para a empresa uma imagem de preocupação com as necessidades de seus clientes e disposição para aperfeiçoar a prestação de serviços.

Essa interação é a grande vantagem do marketing digital em relação à publicidade.

Tanto por meio de comentários pelas redes sociais quanto por princípios mais próximos de atendimento ao cliente, a empresa se dispõe a conversar com seu público de modo mais próximo e mais convincente, demonstrando profissionalismo e compromisso com resultados personalizados.

Materiais ricos

Os materiais ricos funcionam como iscas interessantes para que o visitante passe de uma etapa do funil de vendas para a próxima. Isso se dá por meio de uma troca entre conteúdo útil oferecido pela empresa e dados de contato do visitante. Mas falaremos mais a respeito disso adiante.

O material rico é um tipo de conteúdo que possui uma abordagem um pouco diferente do post no blog. Alguns exemplos a seguir:

  • E-books: abordam um ponto específico dentre os problemas do cliente em potencial e tratam dele de modo aprofundado, trazendo maior espaço para a sugestão de soluções;

  • Infográficos: conteúdo mais visual e direto, geralmente fonte de estatísticas;

  • Review de lançamentos e novidades;
  • Dicas de Arquitetura e Decoração;
  • Webinars: seminários feitos pela internet, em que a empresa aborda um tema, divulga uma novidade ou abre a oportunidade para diálogo com seguidores. Pode ser ao vivo ou ser disponibilizado um link para acesso à gravação;

  • Apresentação de slides: especialmente útil para divulgar o portfólio de seu escritório;

  • Guias: conteúdo também visual, que ensine o público a realizar alguma tarefa, como, por exemplo, um guia para algum passo de uma reforma.

Materiais ricos complementam os textos que a empresa já publica em seu blog, educando o mercado e demonstrando de modos diferentes seu know how. A variedade de formatos chama a atenção do público, que pode estar buscando por abordagens diferentes de um mesmo tema para compreendê-lo melhor.

 

Concluindo a primeira etapa do funil

Portanto, essa primeira etapa do funil de vendas, como você pôde ver, tem um caráter mais educativo do que publicitário. A empresa divulga seus conhecimentos para educar o mercado, ajudar a diagnosticar problemas que seu público possa enfrentar, e se mostrar como uma referência nos negócios.

A denominação de funil, portanto, fica clara quando analisamos seu funcionamento. Os conteúdos educativos atraem um público muito maior do que os direcionados ao fechamento de um negócio.

Funil-de-vendas-marketing-para-arquitetos

Pode ocorrer que o leitor do conteúdo quisesse apenas se informar sobre determinada coisa, ou, após se informar, busque outro negócio que já conheça, ou até se interesse em contactar a empresa que publicou o conteúdo, mas não tem possibilidade ainda.

Diante disso, é interessante que o escritório (ou profissional) invista seus esforços para gerar uma atração interessante, levando sua autoridade a conhecimento do máximo possível de pessoas. Assim, o pequeno índice de visitantes que passa de uma etapa a outra do funil passa a representar números cada vez maiores.

Vamos abordar a seguir como é o conteúdo nas fases seguintes do funil de vendas e como incentivar que um cliente em potencial passe para elas. Acompanhe!

Marketing para oferecer um diagnóstico

A segunda etapa do funil de vendas é denominada de consideração. Nela, o visitante, agora chamado de lead, já conhece o problema e está buscando meios de resolvê-lo. Digamos que ele tem um projeto em mente e está ativamente buscando arquitetos qualificados para ajudá-lo na execução.

Nesse momento, a abordagem educativa do conteúdo continua, mas divide espaço com uma abordagem sutilmente comercial. A empresa deve falar sobre o problema e dar alguns toques ao longo do texto sobre como ela geralmente resolve esses problemas, seus recursos e experiência.

Visitante e lead

Enquanto ainda está se educando e não demonstrou muito interesse no conteúdo da empresa, dizemos que essa pessoa é um visitante. Seria ideal se todos os visitantes fossem persuadidos a se tornarem clientes, mas, como antecipamos, apenas um pequeno índice segue ao longo da jornada de compra.

Ao passar de um estágio para outro dessa jornada, dizemos que há uma conversão. O visitante se converteu em lead, que passa a ser uma pessoa de interesse para a estratégia da empresa.

O lead é uma pessoa com quem a empresa já consegue ter contato direto, tendo maior abertura para se apresentar enquanto negócio e oferecer seus serviços. O processo de persuasão do lead para se tornar cliente é denominado “nutrição”, e visa fornecer informações úteis para demonstrar a aptidão da empresa em resolver seu problema.

A conversão do visitante em lead

Há algumas ações-chave para possibilitar a aproximação de um visitante da empresa, vindo a se tornar lead.

A mais usual é a troca de um material rico pelos dados de contato feito de modo sutil: “insira seu e-mail para receber nossa newsletter”; “insira seu e-mail para ter acesso ao nosso e-book”. Enquanto, para o visitante, o e-mail será uma fonte de mais conteúdos, para a empresa é um meio de contato a mais à disposição.

Para esse tipo de ação, as landing pages são necessárias. Elas são páginas específicas para disponibilizar a ação ao usuário e podem ter seu desempenho mensurado.

Imagine um anúncio feito em rede social sobre o e-book que sua empresa lançou. Ao clicar nesse anúncio, o usuário é transportado imediatamente para uma página com conteúdo mais direto, talvez um parágrafo tratando dos benefícios do material, e um formulário para inserir seus dados e receber o e-book por e-mail.

No momento em que o visitante executa a ação pretendida, ele se torna um lead e sua empresa passa a ter um meio de contato direto com ele.

Pedido de diagnóstico

Quando falamos em marketing para arquitetos, há uma prática a mais que pode ser utilizada para incentivar conversões.

É usual que uma pessoa, já tendo uma noção inicial do problema que tem a enfrentar, entre em contato com um arquiteto para que ele faça um diagnóstico e envie um plano de serviços. Alguns já enviam um orçamento.

É importante que o site de sua empresa, sobre o qual mencionamos na primeira etapa do funil, contenha um espaço com um formulário de pedido de diagnóstico. Esse é um meio mais certo de aferir o interesse de um indivíduo em seu negócio e assumir uma postura ativa de divulgar serviços.

Afinal, o visitante já demonstrou seu interesse neles, e sua oferta será nada mais que uma resposta a essa solicitação.

Conteúdo para meio do funil

Vale relembrar que, nessa segunda etapa do funil de vendas, o cliente em potencial já verificou seu problema e está no momento de pesquisa de soluções. Portanto, cabe à empresa convencê-lo de que é ela que traz a melhor solução.

Nessa fase, vale investir em mais material educativo, com o objetivo de reforçar seu know-how e a confiança do lead. No entanto, conteúdo apenas educativo não levará ninguém a lugar algum: o conteúdo deve ter uma parte persuasiva.

Um conteúdo educativo da fase de consideração aborda o problema e diz como a empresa o resolve e os recursos de que dispõe. A comunicação com o lead leva em consideração os problemas que ele enfrenta e como a empresa se propõe a resolvê-los, como no caso do pedido de diagnóstico.

Marketing para oferecer o serviço

À medida que o cliente em potencial passa a considerar com mais apreço as propostas de serviços da empresa, entram em cena práticas mais incisivas de marketing para arquitetos, com a apresentação de preços, negociação de termos específicos do serviço.

Nesse momento, têm ainda mais valor conteúdos que passem, de forma concreta, uma imagem positiva da empresa: estudos de caso, um portfólio mais voltado às necessidades específicas do lead.

No negócio da arquitetura, a última etapa do funil deve ser mais personalizada e planejada conforme os serviços que o cliente em potencial esteja buscando.

Além do esforço de profissionais diretamente responsáveis pelas vendas, que, por exemplo, negociam o valor, vão até o local da obra, etc., é importante que a empresa siga educando o cliente em potencial sobre seu valor no mercado. Por isso, posts de blog com conteúdo institucional e e-mails educativos também têm seu lugar.

Tudo isso contribui para que o lead mantenha a empresa em mente e não perca de vista seus diferenciais competitivos, visando direcioná-lo a contratá-la.

O marketing para arquitetos passa por várias etapas e não finaliza apenas com a divulgação da empresa no meio digital. Ter muitas curtidas no Facebook ou muitos acessos ao blog corporativo são objetivos válidos, mas são apenas parte de uma estratégia cujo objetivo final é o aumento nas vendas.

É necessário que se tenha consciência dessas etapas para se desenvolver abordagens diferentes para todas elas. Deve-se tratar leads de maneiras distintas conforme sua posição na jornada de compra, além de tratar visitantes de uma maneira distinta da que se trata os leads.

Em todas essas etapas há a importância de conteúdos educativos: tanto para atrair, demonstrando os conhecimentos da empresa; na consideração, para demonstrar como a empresa se propõe a resolver o problema X; no fundo do funil, para demonstrar a um cliente que considere contratar a empresa porque ela é a melhor opção dentre os concorrentes.

Na segunda e terceira etapas, a empresa deve saber intercalar conteúdos educativo e comercial, com a abordagem mais ou menos direta e persuasiva que a etapa exige.

Desse modo, a promoção deixa de ser uma mera divulgação e passa a focar em resultados efetivos para a empresa, com oportunidades de negócio geradas e bem aproveitadas.

No post de hoje fizemos um apanhado geral de como deve funcionar uma estratégia ideal de marketing para arquitetos. Procure adaptar esses princípios gerais ao nicho em que sua empresa optou por trabalhar, planeje conteúdos, analise os dados e aperfeiçoe as práticas. Com isso, sua empresa tende a ter uma presença digital cada vez mais relevante, tornando-se autoridade no mercado.

O que achou de nossas dicas? Se gostou, compartilhe com seus colegas de profissão e amigos!

 

Cartão de visita do arquiteto: você sabe a real importância da primeira impressão?

O cartão de visitas é considerado, há muito tempo, um elemento fundamental para estabelecer novos e bons contatos profissionais, assim como passar uma primeira impressão melhor aos seus potenciais clientes, uma vez que isso dá a você um ar mais profissional.

Quando falamos nisso, logo vêm à cabeça aqueles cartõezinhos que cabem na carteira, no bolso, em qualquer lugar e contêm apenas informações de contato e informações básicas do seu trabalho?

Se foi isso que veio à sua mente, está na hora de mudar o seu conceito de cartão de visitas, se realmente quiser passar uma boa impressão aos seus clientes e potenciais clientes.

Afinal, o mundo e o mercado mudaram de uns tempos para cá, não é mesmo? Por isso, continue a sua leitura e confira agora como é um bom cartão de visitas para um arquiteto e a real importância da primeira impressão que ele é capaz de passar!

Qual é a importância do cartão de visitas?

Os cartões de visitas são uma das melhores formas de fazer o marketing do seu negócio, atraindo os clientes num nível mais pessoal. Ele convida a outra pessoa a fazer contato com você e te encontrar de maneira mais fácil.

Eles te ajudam a apresentar uma boa imagem de si mesmo e de seu trabalho, assim como ajudam a melhorar a primeira impressão que os outros têm de você.

Isso porque, quando o profissional oferece o seu cartão a um cliente ou possível parceiro comercial, eles se sentem mais próximos, já que o cartão é entregue diretamente em suas mãos, diferente de um anúncio no jornal, de um flyer ou de um outdoor.

É interessante saber que as pessoas têm o costume de guardá-los simplesmente porque eles têm um visual bonito. Pense só em seu cartão de visitas passeando pela carteira de seus prospects, sendo frequentemente vistos. De quem você acha que seus clientes em potencial ou clientes atuais vão se lembrar quando precisarem de um arquiteto? De você!

Que tal sair um pouco do lugar comum?

O mercado mudou, o consumidor mudou sua forma de adquirir produtos e serviços, a tecnologia sofreu um grande avanço nos últimos anos e, com isso, é importante acompanhar essas mudanças e adotar uma nova e mais eficiente abordagem de seus clientes.

Esse é o momento de sair do lugar comum e inovar! Utilizar sua criatividade, uma das características mais marcantes do profissional de arquitetura, como uma aliada para se destacar no mercado!

Quanto melhor, mais caprichado e mais interessante for o seu cartão de visitas, mais ele conseguirá despertar o interesse do seu cliente e mais você será lembrado. Mas, afinal, como sair do lugar-comum?

Como inovar no seu cartão de visitas de arquiteto?

É importante que ele, além de conter suas informações de contato e o site onde você expõe seu portfólio, tenha um bom design, que o ajude a se destacar dos demais, dê credibilidade a você e à sua empresa e ainda reflita sua marca pessoal.

Não basta que o cartão de visitas seja apenas bonito, ele tem que ser eficiente. Escolher um visual que não reflita o que você faz pode impactar negativamente o seu negócio.

Por isso, é muito interessante contar com recursos adicionais para causar uma primeira impressão positiva ainda melhor. Isso significa que o cartão de visitas em si não é tudo, outros pontos merecem sua atenção de forma a contribuir com uma melhor imagem sobre você.

Como fazer cartões de visitas?

Esse trabalho pode ficar com uma empresa especializada em design. Ou, então, faça aquilo que faz de melhor: use sua criatividade! Se escolher fazer por conta própria — o que pode ser melhor, já que às vezes outras pessoas podem não entender exatamente o que você tem em mente e criar algo diferente do esperado —, existem alguns recursos que podem te ajudar nessa tarefa!

O CorelDraw, por exemplo – um software que certamente você, arquiteto, domina – é uma excelente opção para você criar seus cartões de visita, garantindo um resultado final excelente, inclusive na impressão.

Ferramentas como o FreePDFCards e o Page Plus SE também podem ser utilizadas para criá-los. O primeiro permite que essa criação seja feita de maneira rápida e fácil, oferece dez campos de informações diferentes e salva o arquivo em PDF para você imprimir quando quiser. Já o Page Plus SE é uma ferramenta mais profissional voltada à criação de materiais de comunicação.

Quais são os recursos adicionais ideais para causar uma boa primeira impressão?

A recepção do seu escritório de arquitetura, por exemplo, é outra forma de cartão de visita. Muitas vezes é nela que ocorre o seu primeiro contato com o cliente. Você não vai querer passar uma má impressão logo nesse primeiro momento, certo?

Por isso, invista numa recepção bonita, limpa, organizada, bem iluminada e que proporcione conforto aos seus visitantes. Afinal, muitas vezes ela também é a sala de espera, e é importante que seja agradável para todos.

A fim de melhorar sua imagem como profissional e encantar o cliente ou prospect logo no primeiro contato, na primeira reunião, conte também com ferramentas que ofereçam uma melhor demonstração do seu trabalho e do seu potencial. O SketchUp, por exemplo, é a ferramenta perfeita para isso!

O SketchUp é um aplicativo disponível em sistemas Android e iOS, que te dá a possibilidade de orbitar em seu tablet ou celular. Você pode posicionar câmeras e utilizar o multitouch com o objetivo de ter uma visão ao redor, lateral, mais próxima ou mais afastada dos seus modelos, vê-los em 3D, criar e tocar animações de voo detalhadíssimas dos seus projetos, esteja onde estiver — em um café, em seu escritório ou no do cliente, por exemplo.

Superfácil de usar e ágil para desenvolver um conceito, o aplicativo vai modelando a ideia ao mesmo momento em que o cliente vai passando suas necessidades e desejos, permitindo um entendimento muito mais claro dos objetivos dele e garantindo sua satisfação!

Inclusive, o aplicativo permite se conectar ao Google Drive, ao Dropbox, à 3D Warehouse ou mesmo à caixa de entrada de seu e-mail para visualizar projetos salvos em nuvem, poupando espaço na memória do seu dispositivo e deixando seus projetos mais seguros.

Você também pode salvar os trabalhos e visualizá-los mesmo quando estiver off-line, então não se preocupe se um dia você tiver uma apresentação importante e não tiver conexão com a internet.

Imagine só você mostrando animações 3D de seus projetos para um possível cliente logo quando entrega a ele um cartão de visitas bem desenvolvido! Com uma apresentação de projeto dessas, suas chances de causar não só uma boa, mas uma excelente primeira impressão são incrivelmente maiores! Por isso, muitas vezes, o SketchUp é o próprio cartão de visitas do arquiteto.

Conquistar novos clientes pode ser um tanto desafiante às vezes, mas essa tarefa pode se tornar bem mais simples e eficaz se você estiver munido das ferramentas certas. E então, como costuma ser o seu cartão de visita? Deixe o seu comentário logo abaixo!

Componentes do SketchUp – Como criar componentes básicos?

Criando um Componente Básico

Quando você transforma a geometria em um componente, seu modelo 3D adquire todos os comportamentos e capacidades básicas dos componentes:

  • Seu componente se torna reutilizável.
  • A geometria do componente se separa de qualquer geometria a qual estiver conectada. (Semelhante aos grupos.)
  • Sempre que você editar seu componente, você pode editar a instância do componente ou a definição.
  • Se você quiser, você pode fazer seu componente ficar em um plano específico (ajustando seu plano de colagem) ou cortar um furo em uma face (ajustando seu plano de corte).
  • Você pode associar metadados, como tipos de classificação IFC, com o componente. Classificar objetos apresenta os principais sistemas de classificação e como você pode usá-los com os componentes do SketchUp.
Dica: antes de criar seu componente, certifique-se de que ele está alinhado aos eixos de desenho e conectado a outra geometria da maneira que você pretende usar o componente. Esta dica é especialmente importante se você deseja que o componente tenha um plano de colagem ou um plano de corte, porque isso garante que o componente fique no plano ou em um corte de face da maneira que você espera. Por exemplo, certifique-se de que as pernas de um sofá estejam no plano horizontal. A menos que você precise de uma janela ou de uma porta no chão, crie um componente de janela ou porta em uma parede que esteja alinhada verticalmente ao eixo azul.

Quando você gera um componente no SketchUp, você pode criá-lo diretamente em seu modelo ou em um arquivo SketchUp separado. De qualquer forma, você deve usar a caixa de diálogo Criar Componente, conforme mostrado na figura a seguir.

componente sketchup

Siga estas etapas para criar um componente:

  1. Selecione a geometria que deseja incluir no seu componente. 
  2. Escolha Editar> Criar componente na barra de menus ou clique com o botão direito na seleção e escolha Criar componente. A caixa de diálogo Criar componente será exibida.
  3. Na caixa Definição, digite um nome para o seu componente. Você deve escolher um nome específico o suficiente para que você possa localizar facilmente o componente no Outliner entre sua outra geometria.
  4. Na caixa Descrição, adicione uma breve descrição do seu componente.
    Dica: A descrição é um ótimo lugar para incluir detalhes que serão úteis para você ou para os outros ao longo do tempo. Por exemplo, enquanto o nome do seu componente pode ser “St. Patrick Window “, a descrição pode incluir mais detalhes, como” Um vitral de estilo gótico de estilo Harry Clark que retrata São Patrício e tem um plano de corte “.
  5. (Opcional) Para definir um plano de colagem, selecione uma das seguintes opções na lista suspensa Colar Para: Qualquer, Horizontal, Vertical, Inclinado. Quando você seleciona um plano de colagem, a caixa de seleção Abertura de Corte fica ativa e as opções Always Face Camera e Shadows Face Sun ficam inativas. Se você definir um plano de colagem, vá para a Etapa 6. Se você não deseja definir um plano de colagem ou um plano de corte, vá para a Etapa 7.
  6. (Opcional) Para permitir que seu componente do SketchUp corte uma abertura em uma face, selecione a caixa de seleção Seleção de Corte. Passe para a Etapa 9.
  7. (Opcional) Para tornar seu componente do SketchUp um formulário 2D, selecione a opção Sempre de Frente para a Câmera, o que aumenta o desempenho, eliminando a necessidade de tornar o componente um modelo 3D. O SketchUp vem com vários componentes de pessoas 2D que são exemplos de formas 2D que sempre ficam de frente para a câmera. Se você deixar essa opção desmarcada, passe para a Etapa 9. Se você selecionar esta opção, a opção Sempre de Frente para o Sol fica ativa; Vá para o Passo 8
  8. (Opcional) Selecione a caixa de seleção Sombras de Frente para o Sol para lançar sombras da posição atual do componente como se o componente estivesse de frente para o sol. A forma da sombra não muda à medida que o componente gira para defrontar a câmera.
    Dica: A opção Luz do pôr do sol funciona melhor com componentes que possuem bases curtas (como árvores). Esta opção não funciona bem com componentes que possuem bases amplas (como pessoas).
  9. (Opcional) Clique no botão Definir Ângulos do Componente para mover a origem do eixo do componente do SketchUp ou o plano de corte. Depois de clicar no botão, o cursor permite que você defina uma nova origem de eixo da mesma maneira que você usa a ferramenta Eixos. Depois de definir uma nova origem do eixo do componente, a caixa de diálogo Criar Componente torna-se ativa novamente.

    Dica: você pode alterar a origem do eixo do componente do SketchUp pelos seguintes motivos:
    A origem do eixo do componente determina qual canto do componente é carregado no cursor da ferramenta Mover quando você insere uma instância de componente em um modelo.
    A orientação do plano vermelho / verde também define o plano de corte. Se você quer um plano de corte vertical, como a parte de trás de uma janela, para cortar uma face, então você precisa mover o plano vermelho / verde na parte de trás da janela. A figura a seguir mostra um componente de janela na fabricação, depois que a origem do eixo do componente do SketchUp foi reiniciada para colocar o plano de corte na parte de trás da janela.
    Se você estiver usando a opção De frente para o por do sol, posicione a origem do eixo do componente no centro inferior do componente para obter melhores resultados.
  10. (Opcional) Selecione uma opção na lista suspensa Tipo se você estiver usando dados de classificação. 
    Deixe a caixa de seleção Substituir seleção com Componente selecionada se desejar transformar a geometria selecionada na etapa 1 em um componente. Desmarque esta caixa para deixar a geometria como está, mas crie uma definição de componente com base nela. A definição do componente está disponível na sua coleção No Modelo.
    Clique no botão Criar para completar seu componente do SketchUp.

componente sketchup

 
fonte

Espelhar componentes do SketchUp pode simplificar seu fluxo de trabalho!

Algumas semanas atrás, uma pessoa da equipe do SketchUp entrou em contato com Eric Schimelpfenig para falar sobre uma nova mesa para o escritório do SketchUp. Já existem algumas mesas e bancos muito interessantes ao redor do escritório. O que eles realmente precisavam, porém, era algo um pouco mais personalizado. É sempre empolgante ter a chance de fazer algo novo e diferente. E depois de alguns emails trocados, ele abriu o SketchUp e fez algumas maquetes rápidas. Sua primeira ideia envolvia tubos galvanizados e espelhar componentes. 

Este modelo demorou apenas alguns minutos para ser criado. Não é um modelo completamente finalizado, mas foi o suficiente para que a ideia geral do projeto fosse comunicada. Depois de mais algumas iterações, este foi o resultado a que chegamos:

espelhar componentes

É mais do que apenas uma imagem bonita também, todos os detalhes de engenharia foram elaborados. Este é um modelo de fábrica pronto para o CNC:

espelhar componentes

Este modelo, como muitos outros modelos complexos do SketchUp, está cheio de todos os tipos de detalhes complicados, como parafusos, ferragens, cavilhas e marcação detalhada. Geralmente, quando eu construo modelos dessa complexidade, eu começo de forma simples e, à medida que os detalhes são definidos, adiciono os detalhes de engenharia. Algumas técnicas básicas de modelagem foram usadas no modelo conceitual e, em seguida, alguns modelos mais avançados foram feitos para criar o modelo projetado. No entanto, percebi que uma técnica permaneceu a mesma coisa: o uso de componentes para manter a simetria. Permita-me explicar …

Simplificando, um componente é um monte de geometria no SketchUp que você pode reutilizar um monte de vezes. Se você editar um dos componentes, todos eles mudam.

espelhar componentes

Isso pode ser extremamente útil se você tiver toneladas do mesmo componente em seu modelo; Pense em degraus de escada, balaústres, azulejos ou praticamente qualquer coisa que exija que você tenha muitas cópias de algo. Você pode espelhar esses componentes!

Eu uso componentes um pouco diferentes para modelos como esta mesa; Eu os uso para criar simetria. Para dar um exemplo, vou mostrar como eu desenharia uma mesa. Digamos que você quisesse uma tampa de mesa curvada. Simples assim:

espelhar componentes

A maioria das pessoas desenharia essa forma usando uma técnica como esta:

espelhar componentes

Certamente, não há nada de errado em desenhar desse jeito, mas eu gosto de pensar / desenhar alguns passos à frente de onde estou em desenhos como este. Primeiro, eu sei que, nesta fase, a mesa é apenas para aprovação. Eles gostam da curva? Eles querem ela maior … menor … invertida? Não tenho certeza. O que eu sei é que tudo terá de ser simétrico. Eu também sei que as pernas e tudo o que atribui a ele também serão simétricos. Então, minha abordagem é um pouco diferente. Eu só desenharia metade dessa tampa e tornaria um componente:

espelhar componentes

Em seguida, o copio usando a ferramenta mover e espelho o componente usando o comando “flip along”.

espelhar componentes

O que você acaba tendo é uma mesa feita de componentes que são espelhados. Caso você não se lembre do que eu disse anteriormente, tudo o que eu faço para um componente é refletido em qualquer outro componente espelhado do modelo.

espelhar componentes

Então, vamos diminuir o zoom e olhar para esta mesa. Cada parte deste modelo que tem simetria é construída dessa maneira. Eu ativei a “geometria escondida” nesta vista para que você possa ver suas linhas de espelho.

espelhar componentes

Eu modelei desse jeito desde o início antes que houvesse qualquer engenharia ou detalhe pesado neste modelo. Por estar na fase de concepção, pude mudar facilmente a forma, mantendo a simetria.

À medida que o modelo foi aprimorado, adicionei cada pequeno orifício de parafuso, peça de hardware, rolamentos e todos os outros detalhes. Enquanto modelava, tudo se refletia para o outro lado. Isso não só economiza tempo, mas também reduz drasticamente a chance de cometer erros.

Esta técnica pode funcionar para qualquer coisa que tenha simetria. Pense em edifícios, impressões em 3D, carpintaria, trabalho em metal, você decide. Aposto que se você olhar em volta da sua mesa agora mesmo há 10 coisas que têm algum tipo de simetria nela.

Moral da história: Modele mais inteligente, não mais difícil!

Dê uma olhada no modelo completo:

 

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Projeto e construção virtual com a Mortenson Construction

Alguns tempo atrás, visitamos a Mortenson Construction para destacar o uso do SketchUp em maquetes virtuais. Muita coisa mudou desde nossa primeira visita, então decidimos voltar lá e e verificar como o fluxo de trabalho mudou. Por sua vez, seu projeto e construção virtual (VDC) cresceu a passos largos desde a nossa última visita, e estamos entusiasmados em mostrar como eles foram pioneiros no uso da realidade virtual para vender projetos e resolver problemas de design.

Como podemos ver, a Mortenson está na vanguarda da tecnologia, buscando criar uma melhor experiência para o cliente ao construir uma estrutura de primeira linha. Seus modelos VR são incrivelmente lindos, então pensamos em oferecer uma nova espiada pelos bastidores e falar mais sobre como eles usam o SketchUp junto com Unity, Unreal Engine e outros softwares para permanecer na vanguarda do jogo VR.

 

Realidade Virtual e Realidade Aumentada ou mista estão se tornando cada vez mais acessíveis e mais poderosas. Com certeza, no futuro, olharemos para a Mortenson como uma das empresas pioneiras e mais bem-sucedidas na implementação dessa tecnologia.

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VRayClipper – Uma das grandes novidades do V-Ray 3 para SketchUp!

Nas versões anteriores do V-Ray, era necessário buscar alternativas, muitas vezes trabalhosas, para renderizar cortes ou ambientes muito pequenos. Agora, em poucos segundos é possível chegar a um excelente resultado. Este é um belo exemplo de que o objetivo da Chaos Group, tornar a operação do programa muito mais fácil, foi alcançado!

(Matéria originalmente publicada na Revista SketchUp Brasil nº02 do portal SketchUp Brasil)

Esta ferramenta não altera as geometrias da cena que está sendo cortada, tem apenas efeito na renderização, e pode ser ativada ou desativada facilmente.

Apesar de ser extremamente fácil de usar o VRayClipper, algumas configurações personalizadas podem ser feitas pelo usuário, para atingir os melhores resultados para cada projeto, assim, nesta matéria iremos nos aprofundar nos detalhes dessa ferramenta e descobrir alguns de seus segredos!

Há duas maneiras básicas de criar cortes com o VRayClipper, através dos Planos de Seção, nativos do próprio SketchUp, ou transformando objetos agrupados (Grupos ou Componentes) em Mesh Clippers (elementos de corte).

Planos de Seção

Para possibilitar a renderização de planos de corte simples, como os criados em projetos executivos, a Chaos, inteligentemente, não desenvolveu uma nova ferramenta do zero, e sim fez um upgrade na ferramenta de cortes do próprio SketchUp, possibilitando que estes sejam renderizados sem nenhuma alteração pelo usuário, ou seja, o corte que está ativo na modelagem será renderizado. Como citado acima, é possível fazer algumas personalizações na renderização dos cortes, mas falaremos sobre isso mais adiante.

Para criar, exibir/ocultar ou ativar/desativar Planos de Seção do SketchUp, basta ativar a barra de ferramentas Seção no menu Visualizar -> Barra de ferramentas…

 Dica: As faces do verso (Back face), geralmente em cinza, são identificadas pelo V-Ray como faces internas dos objetos, desta forma, os espaços entre elas serão preenchidos, sendo este um recurso muito interessante, mas, caso o usuário não dê a devida atenção à modelagem,  pode causar alguns erros de preenchimento!

Mesh Clipper

Praticamente qualquer objeto agrupado pode ser transformado em um elemento de corte, utilizando o Mesh Clipper, desde que não tenha outros Grupos ou Componentes dentro do mesmo. Planos simples, mesmo que agrupados, não funcionam, apesar de poderem ser convertidos em Mesh Clipper. Em outras palavras, o objeto a ser transformado em Mesh Clipper deve ser um sólido.

Para aplicar o Mesh Clipper em um objeto, basta tornar este num Grupo ou Componente e, com este selecionado, clicar no botão Mesh Clipper na barra de ferramentas V-Ray Objects. Após a criação, irá aparecer ao redor do objeto uma caixa delimitadora tracejada (bounding box) com o ícone do Mesh Clipper, mostrando que a função foi aplicada com sucesso.

As possibilidades são infinitas, mas um bom exemplo de aplicação deste tipo de corte seria um corte retangular em um canto de um prédio, como no exemplo a seguir.

Dica: Objetos que não contém geometria fechada (não são sólidos), quando transformados em objetos de corte, podem não produzir o resultado esperado, assim como objetos com faces ocultas podem não funcionar corretamente ou até mesmo causar um erro no programa, que impedirá a renderização!

Parâmetros

Vamos agora às personalizações do VRayClipper, onde é possível fazer várias edições separadamente em cada um dos Mesh Clippers criados no projeto.

Para acessar a área de configuração dos parâmetros, abra a janela de edição do V-Ray (V-Ray Asset Editor) e clique na aba Geometry, nesta área estarão todos os V-Ray Objects (Infinite Plane, Proxy, Fur e Mesh Clipper) do projeto. Selecione o Mesh Clipper que quer editar (também pode ser selecionado diretamente na modelagem), e clique na seta que fica no lado direito da janela, que irá expandir a janela.

Funções de cada parâmetro

Enabled Ativa e desativa o clipper. Quando desmarcado, o clipper será ignorado no render;

Affect lights – Quando ativo, o clipper também afetará as luzes, ou seja, as luzes passarão pelo espaço aberto por ele.

Camera rays only – Quando ativo, o clipper não terá influência sobre a reflexão/refração/GI das partes cortadas. Resumindo, as áreas cortadas continuarão afetando os reflexos, refrações iluminação global do restante do projeto.

Clip lights – Quando ativo, o clipper cortará as geometrias de luz (por exemplo, uma Mesh Light).


Use object material –
Quando ativo, o clipper usará o material de cada objeto cortado para preencher os buracos resultantes. Quando desabilitado, será usado o material aplicado no parâmetro Material do VRayClipper.

Dica: Quando a opção Use object material está ativa, frequentemente, em materiais com texturas, a escala e o mapeamento desta no clipper fica diferente da textura aplicada no objeto e não é possível corrigir este mapeamento incorreto. Mas encontrou-se uma solução para resolver este problema. Caso este mapeamento seja relevante para o projeto, basta criar uma cópia do material, selecionando esta no parâmetro Material do Clipper e então desmarcar a opção Use object material, assim poderá alterar separadamente a escala da textura aplicada no clipper diretamente na janela Materiais do SketchUp, e para modificar o mapeamento simplesmente altere a posição do objeto clipper, por exemplo, caso queira mover a textura 1 centímetro para cima, selecione e mova o objeto 1 centímetro para cima!

Set material ID* – Quando ativo, um Material ID da face pode ser especificado para o objeto clipper. Este ID pode ser usado dentro de um material MultiMaterial para especificar um material de enchimento diferente para cada objeto.

Material ID* – Local para especificar o Material ID da face para as superfícies cortadas quando a opção “Set Material ID” estiver ativo.

Material – Especifica o material utilizado pelo clipper. Esta opção não está acessível, a menos que a configuração “Use object material” esteja desabilitada.

As configurações personalizadas de um Mesh Clipper podem ser copiadas de um objeto para outro rapidamente, basta editar o objeto que já está com a função aplicada, selecionar a caixa delimitadora tracejada com o ícone do Mesh Clippers, copiar (Ctrl + C) e colar (Ctrl + V) dentro de outro objeto agrupado.

* Verificou-se que o Set material ID e o Material ID ainda não estão funcionando devido a limitações do SketchUp, ao menos até a versão atual (2017). Segundo o suporte da Chaos Group, os desenvolvedores estão redesenhando totalmente o fluxo de trabalho do Material ID, inclusive os parâmetros deste no Mesh Clipper, e estas mudanças devem estar disponíveis no V-Ray 3.5 ou 3.6 para SketchUp.

Matéria para a Revista SketchUp Brasil – 02 – Clique aqui para ver a revista completa!

Reportagem: Allan Rodrigues, Daniel Riglione Reple e Marlonn Ferreira Zanela

Redação: Daniel Riglione Reple

Revisão e edição: Daniel Riglione Reple e Marlonn Ferreira Zanela

Interoperabilidade BIM: Integração SketchUp & Revit – Assista ao Webinar!

A Integração e interoperabilidade entre software tem se tornado cada vez mais importante no dia-a-dia de quem trabalha com projetos, especialmente com crescente onda da tecnologia BIM. Conseguir aliar os benefícios e características de cada plataforma garante melhor qualidade de projetos e ganho de produtividade em projetos multidisciplinares.

O propósito deste post é elencar os diferentes métodos de troca de informação de dados e integração do SketchUp Pro e Revit, programas que estão entre os mais utilizados pelos projetistas no Brasil e no mundo*. Para os estudos, foram utilizados o SketchUp Pro 2017 e o Revit 2017.

Como integrar o SketchUp e o Revit com precisão de informações?

Bom, existem alguns modos:

  1. Por leitura direta de dados a partir de comandos de importação e exportação que podem existir dentro de um ou dos dois programas. Este método se aplica apenas à importação de arquivos do SketchUp Pro para o Revit e não no sentido inverso.
  2. Por uso de plug-ins exportadores de modelos. Neste método, observamos a existência de dois plug-ins para Revit, capazes de exportar modelos de Revit para o SketchUp. São eles o rvt2skp e o SimLab SketchUp Exporter. Não foram encontrados plugins que exportam modelos do SketchUp Pro para o Revit (em formato .RVT).
  3. Por meio da importação e exportação sob formatos de arquivos que fazem a intermediação entre o SketchUp Pro e o Revit. Neste caso, verifica-se que é possível exportar um modelo do SketchUp Pro para o Revit utilizando os formatos .DWG ou .IFC, por exemplo. No sentido inverso, ou seja, do Revit para o SketchUp Pro, também é possível utilizar os formatos .DWG e .IFC.
  4. Por último, mas não menos importante, existe um modo de fazer a troca de informações entre estes programas (e outros) em que o que se transmite, entre arquivos .SKP e .RVT, são dados relacionados à construção geométrica de elementos (entre outros atributos), fazendo com que, ao se alterar a geometria de um piso em um deles, por exemplo, o mesmo piso, no outro software, sofreria a mesma alteração. Tal processo de trabalho, onde os modelos não transitam, e sim os dados que modificam os objetos dentro dos arquivos, é a base de funcionamento de uma plataforma chamada Flux, que apresenta plug-ins para SketchUp, Revit e outros softwares.

Como forma de apresentar as informações acima de modo mais sintético, elaboramos o quadro a seguir:

Métodos de troca de informações entre SketchUp e Revit – até junho de 2017

Resumindo e observando a tabela é possível perceber, por exemplo, que para o procedimento exportar um modelo do Revit para o SketchUp Pro você pode usar: exportação em DWG, exportação em IFC, uso do plug-in rvt2skp ou uso do plug-in SimLab; também é possível fazer com apenas os dados de um modelo do Revit alterem objetos do SketchUp, via Flux.

Para outros fluxos de trabalho, como importar um arquivo de SketchUp no Revit, também existe mais de um procedimento a seguir.

Portanto, a questão a ser abordada neste momento, é demonstrar como esses procedimentos funcionam e quais são os resultados atingidos ao final da realização de cada um deles, correto?

Isso mesmo.

“E isso não está neste post?”, você pode estar se perguntando agora.

Bom, a resposta é (ainda) não!

Para demonstrar como funciona a troca informações entre a integração do SketchUp Pro e Revit, assim como os resultados obtidos, de modo que você possa escolher qual método (ou quais métodos) você prefere usar no seu dia-a-dia, o arquiteto especialista em BIM e diretor do TI Lab/ProBooks, a convite da totalCAD, representante exclusiva do SketchUp no Brasil, apresenta o seguinte Webinar GRATUITO:

 “Interoperabilidade entre SketchUp Pro e Revit”, o primeiro de uma série de webinars a serem realizados em parceria entre as duas empresas!

Dia: 30 de Junho 2017  sexta-feira, às 19h.

Inscreva-se gratuitamente abaixo!

Até lá!

João Gaspar
arquiteto e diretor do TI Lab/ProBooks
Arquiteto formado pela FAU-USP em 1999, é um dos fundadores e o atual diretor do TI Lab, centro de treinamento especializado em modelagem 3D e BIM, com cursos orientados ao mercado AEC. Desde 2003, Gaspar ministra palestras sobre BIM, modelagem 3D, renderização, fabricação digital e outros temas relacionados à tecnologia aplicada à arquitetura, urbanismo e design, e também promove oficinas hands-on de diversos softwares em diversas faculdades e eventos pelo Brasil. Em 2006, fez parte do quadro de professores da Escola da Cidade, faculdade de arquitetura e urbanismo localizada em São Paulo.

 

 

 

 

Conheça alguns softwares inovadores para seu escritório de arquitetura

A tecnologia é uma grande aliada para o sucesso dos negócios, sendo importante em todos os processos, desde a produção até o relacionamento com o cliente. A adoção de software para escritório de arquitetura traz inovação na criação e apresentação de projetos, além de dar mais praticidade e rapidez aos processos e tornar a proposta mais atrativa visualmente para os clientes.

A gestão e administração de escritórios de arquitetura também se beneficiam muito com o uso de softwares, já que permitem mais controle de produção e das finanças, assim como um melhor relacionamento com o cliente.

Conheça alguns softwares inovadores para adotar em seu escritório de arquitetura:

Softwares para a criação de projetos impressionantes

Os softwares de projeção 3D dos projetos arquitetônicos já são realidade nos escritórios pelo mundo afora e cada vez mais necessário para o profissional que deseja se manter relevante no mercado. Redução de custos, personalização do projeto e maior praticidade e estilo são algumas vantagens desses softwares para os projetos arquitetônicos.

Com os softwares 3D é possível criar projetos mais realistas, com uma simulação que permite escolher a iluminação, texturas e tipos de materiais, por exemplo. Isso permite ao arquiteto visualizar suas escolhas e perceber o que funciona ou não no projeto e, se preciso, alterá-lo antes de apresentar ao cliente.

Além dos softwares já conhecidos pelos profissionais, como AutoCad, SketchUp, Revit, VectorWorks, entre outros, conheça alguns softwares inovadores para usar em seu escritório:

3D Studio Max

Muito usado para a constituição de imagens 3D fotorealistas por arquitetos e designers, o software também traz ferramentas para criação de vegetações densas, organização e geração de materiais e outras aplicações que dão rapidez e facilidade na criação do projeto. Para usá-lo é necessário dominar o AutoCad, já que o software importa imagens do programa para a modelagem 3D.

Lumion 3D

O grande diferencial deste software está na criação de vídeos para a apresentação de projetos, um problema para os usuários do SketchUp e 3DS MAX. Com ele, o usuário importa a modelagem feita em outros softwares (formato .fbx) e trabalha a texturização, iluminação, coloca móveis, vegetação, pessoas etc.

V-Ray

Voltado para o fotorealismo, este software foi criado para ser usado em conjunto com outros, como o 3DSMax, Sketch Up, Cinema 4D, entre outros. Ele possui ferramentas avançadas para iluminação e mapeamento das criações.

software para escritorio de arquitetura
Imagem renderizada com V-ray para Sketchup

 

Armedia

A realidade aumentada também já é possível para arquitetos e, com este plugin, é possível criar projetos e apresentá-los em 3D aos clientes, na forma de uma maquete. Criado pela empresa italiana Inglobe Technologies, o plugin funciona para 3DSMax, SketchUp e Cinema 4D.

ZWCAD

Ótima alternativa para criação de desenhos e projetos em 2D/3D. ZWCAD é uma alternativa mais econômica para arquitetos e projetistas que fazem uso do CAD em seus escritórios. O software é usado para criação de desenhos CAD com facilidade, rapidez e muita qualidade. É comumente usado na área a  arquitetura, engenharia e construção cívil em geral.

A revolução do BIM

O Building Information Modeling, conhecido como BIM, trouxe uma mudança na criação de projetos arquitetônicos e de construção civil. Ele é uma metodologia de modelagem 3D que funciona como uma plataforma que reúne todas as informações para a gestão do projeto e da obra.

Com seu uso os projetos ganham em qualidade, eficiência e produtividade, o que dá mais competitividade à empresa frente ao mercado. Entenda mais sobre software para escritório de arquitetura e suas variáveis:

  • BIM 3D: consolida todos os projetos de uma obra em um só ambiente virtual e possui o clash detection, que identifica conflitos existentes entre esses projetos. Por exemplo, se houver inconsistências entre o projeto estrutural e o de tubulação.

  • BIM 4D: vincula os elementos gráficos do projeto ao cronograma da obra. Ou seja, o gestor pode acompanhar a evolução da construção pelo programa e, no fim, ainda criar um filme para apresentar a seus clientes.

  • BIM 5D: incorpora as informações de custo ao modelo 3D criado no programa. Em casos de alteração na planta, também atualiza o orçamento previsto.

  • BIM 6D: gerencia o ciclo de vida do bem, controlando os planos de manutenção, a garantia dos equipamentos, custos de operação e dados de fabricantes e fornecedores, entre outros.

Softwares para a gestão e administração do negócio

Controlar a entrada e saída de dinheiro do caixa da empresa, assim como as responsabilidades tributárias e trabalhistas e tudo o que envolve a gestão de um negócio fica muito mais prático com a ajuda de softwares voltados para essas funções.

Mas, não basta apenas adquirir um software para escritório de arquitetura: é preciso saber usá-lo e adotar a gestão empresarial como uma filosofia dentro da organização. Organização, controle de processos internos e estruturação da equipe, com uma delimitação de responsabilidades de cada um, é o primeiro passo para iniciar uma política de gestão empresarial.

Existem muitas opções de programas voltados para a gestão e controle financeiro de empresas, inclusive para o mercado de arquitetura. Para escolher um software para escritório de arquitetura ideal para seu negócio, é importante buscar por soluções flexíveis, que permitam a adequação das funções do programa às necessidades de seu segmento.

Possibilidades para implementar um software para escritório de arquitetura:

  • ERP: os sistemas integrados de gestão empresarial possibilitam o comando operacional e administrativo em um só sistema. O objetivo é integrar as informações para que o acesso a elas seja mais fácil, rápido e eficiente, auxiliando na tomada de decisões. No portal ERP você pode conferir as principais empresas brasileiras que atuam com softwares de gestão integrada voltados para arquitetura.

  • CRM: voltado para o gerenciamento do relacionamento com o cliente, os softwares CRM trabalha com a sincronização das vendas, estratégias de marketing, atendimento direto ao consumidor e suporte técnico. Em um só sistema é possível ter todas as informações da relação da empresa com seus clientes (atuais e futuros), dando mais capacidade à empresa para a atração e retenção de clientes. Alguns exemplos de sistemas voltados para a arquitetura são: Navis, Construmanager, SAP e Doit.

Atualmente, o uso de tecnologia dentro das empresas é um fator de competitividade e de sucesso para negócios de todos os segmentos A adoção de software para escritório de arquitetura são fundamentais para garantir o espaço da empresa no mercado, além de ser um ótimo método para reduzir custos e aumentar suas receitas.

Quer saber mais? Confira também nosso artigo sobre como economizar com o uso de softwares em sua empresa. Até a próxima!

3D Warehouse lança recurso para download de materiais (e mais…)

Recentemente lançamos um conjunto de novos recursos para a 3D Warehouse. Foram adicionados dois novos recursos às páginas de detalhes do modelo que permitem que você navegue e faça o download de materiais e componentes do modelo. Você também pode procurar modelos que incluídos no componente que você encontrou. Por último, mas não menos importante, trouxemos as informações dos contribuidores (finalmente!). Continue lendo para mais detalhes ou vá até a 3D Warehouse agora para verificar todas as novidades!

Então, me diga se isso já aconteceu com você …

Você está sentado no escritório, ou no estúdio, no final de uma noite (tudo bem, todas as noites), tentando fazer uma apresentação. No último minuto, você está encarando os componentes da 3D Warehouse. Você está procurando o sofá ou a estante perfeita, mas também materiais, porque sejamos sinceros: algumas coisas ainda estão melhor representadas em 2D. Ao pesquisar materiais como tijolos, telha, grama, etc., você encontra amostras de materiais, componentes inteiros com belos materiais. Mas na maioria, se não em todos os casos, você provavelmente vai ter que baixar mais do que realmente precisa, e depois acaba tendo de fazer uma limpeza em tudo.

Bem, estou feliz por dizer que esses dias estão bem próximos de acabar.

Enquanto estiver visualizando uma página de detalhes do modelo no Armazém 3D, você poderá navegar pela Biblioteca de Materiais do Modelo do item em questão e baixar apenas o material que deseja (Entendeu? Cada modelo apresentará uma biblioteca própria de materiais que estão disponibilizados pra ele para download). Para acessar o navegador de materiais, clique na nova estatística de Materiais no painel de informações. Se você estiver usando a 3D Warehouse através do seu navegador, você pode baixar o arquivo SKM para um material e, em seguida, adicionar o arquivo às pastas de conteúdo locais do SketchUp. Mas o download de materiais usando a janela 3D Warehouse do SketchUp é muito mais legal porque você pode importar materiais diretamente para o projeto atual. Assim que você clicar em download, o SketchUp ativa a ferramenta Paint Bucket com o material carregado e pronto para aplicar na superfície de sua escolha! Aqui está um pequeno vídeo que mostra todo o processo em ação:

Download de materiais na 3D Warehouse

A capacidade de baixar um material específico é um primeiro passo em direção ao nosso objetivo de apoiar de forma mais ampla os materiais como um tipo de conteúdo na 3D Warehouse – algo que muitos de nós já sonhamos há muito tempo. Enquanto continuamos, queremos ouvir sobre suas experiências usando a 3D Warehouse como um recurso de acesso para encontrar materiais do SketchUp. Para compartilhar seus comentários, escreva para nós em nossa caixa de comentários no fim da página e deixe-nos saber quais ferramentas tem funcionado melhor pra você.

Antes de encerrar esta publicação no blog, aqui estão algumas notas rápidas sobre alguns outros novos recursos. Na página de detalhes do modelo, você pode clicar na nova estatística de Componentes no painel de informações para navegar na lista de Componentes do Modelo. Por enquanto, mostramos apenas os componentes do modelo que foram originalmente importados da Warehouse 3D. A lista de Componentes também oferece um crédito aos autores da 3D Warehouse que criaram esses componentes. Isso não é só um recurso de navegação divertido da 3D Warehouse, mas também uma maneira de dar créditos às pessoas que devemos.

A capacidade de observar um arquivo de projeto e pegar vários pedaços dele é muito legal. Mas também adicionamos uma área nova na página de modelos chamada “Este modelo foi usado em” Neste nova área em formato de carrossel, você vê as outras criações da 3D Warehouse que contêm o modelo que você está visualizando. O carrossel ajuda você a verificar os projetos da 3D Warehouse que outras pessoas criaram usando os modelos que você publicou e obter inspiração de designers que incorporaram modelos de produtos que lhe interessam. Por exemplo, a partir de um modelo de torneira, você pode encontrar um grande modelo de cozinha que contém a torneira. Do modelo de cozinha, você pode navegar por todos os tipos de outros grandes componentes e materiais do modelo (e assim por diante).

As más notícias? Com todos esses novos recursos, você provavelmente precisará gastar um pouco mais de tempo para navegar no 3D Warehouse. Desculpem-nos, #sóquenão 🙂

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Marcenaria no SketchUp – Uma entrevista com Chris Salomone

Alguns meses atrás, descobrimos o canal do YouTube de Chris Salomone, Foureyes Woodworking & Design, um especialista em marcenaria no SketchUp, e decidimos que Chris precisava ser nosso novo melhor amigo. Sendo mais direto, adoramos a forma como Chris pensa seu design, carpintaria e modelagem 3D. Pensamos que você também gostariam, então…

Olá Chris, conte-nos um pouco sobre você …

Oi, obrigado por me abrirem este espaço. Meu nome é Chris Salomone e eu administro um canal do YouTube chamado Foureyes Woodworking & Design. Meus vídeos são em parte tutorial, parte história, parte filosofia – em porcentagens variadas, com base no conteúdo, meu humor, o vento … ou o que eu fiz para o café da manhã. Mas basicamente, o padrão consiste em uma peça de mobiliário, como e por que eu tomei as decisões de design que entraram nela, o processo de construção e minhas reflexões sobre a peça.

Antes de iniciar o meu canal do YouTube em 2016, criei e vendi peças personalizadas por cerca de cinco anos. Antes disso eu tive todos os tipos de passatempos diferentes: desenho, música, vídeo. De certa forma, todos esses hobbies (pelo menos até este ponto) parecem estar culminando em toda a criação de conteúdo do YouTube.

marcenaria no sketchup
Isso é uma mesa com UMA perna? É CLARO que é!

Falando no seu Canal do YouTube, parece que seu estilo de vídeo e design de peças atingiram uma sintonia e são muito bem sucedidos.

Sim, tem sido um ano muito louco. Me sinto realmente sortudo de ter conseguido os seguidores que tenho tão rápido. Quando eu coloquei meu primeiro vídeo realmente não esperava que as coisas se fossem tão rápidas. Imaginei que passaria os primeiros meses fazendo vídeos que apenas duzentas pessoas veriam.

Quando eu subi meu primeiro vídeo pensei que muitas coisas estavam fora do meu controle, e acho que até certo ponto era verdade. Mas minha filosofia – ou mentalidade – sempre foi controlar o que eu pudesse controlar, e isso quer dizer fazer os melhores vídeos que eu era capaz de fazer. Por sorte, encontrei o meu tom/estilo muito rápido e, na maioria das vezes, as pessoas pareciam gostar. Eu tive a sorte de ganhar a atenção de alguns podcasters notáveis ​​que ajudaram com meu trabalho e me disseram algumas palavras encorajadoras – e isso realmente me deu esse impulso inicial que eu precisava.

Parece que a maioria dos marceneiros  tiveram uma infância rodeada por martelos ou construindo algo, mas você não. Como você entrou na marcenaria?

Sim. Obviamente, todos têm um histórico diferente, mas parece que a história mais comum envolve o pai, o avô ou um tio tendo uma oficina. Eu cresci totalmente sem contato com esse tipo de coisas, e realmente não era algo que eu esperava gostar. Na verdade, eu fiz uma aula de carpintaria como eletiva no ensino médio e a única coisa que superou minha incapacidade foi a minha falta de interesse para o assunto.

Eu realmente não me interessei por trabalhar com madeira até os meus trinta anos. Minha esposa e eu compramos nossa primeira casa, nós estávamos olhando móveis e realmente não gostamos de nada que pudéssemos pagar e não podíamos realmente pagar tudo o que gostamos. Eu sempre tive uma atitude do tipo “eu também posso fazer isso”, e geralmente era bastante bom em coisas criativas, então imaginei que eu poderia tentar construir coisas sozinho.

Demorou um ano ou dois até que eu cortasse meu primeiro pedaço de madeira, eu desenhava no SketchUp, primeiro imitando coisas que eu via e depois tentando colocar meu próprio estilo nelas. Até o momento em que me senti pronto para por a mão na massa e construir algo, então eu encontrei um colégio comunitário local que tinha aulas de carpintaria noturnas. Passei dois semestres fazendo isso três horas por noite às segundas e quartas-feiras. No segundo semestre, conseguimos construir um dos nossos projetos originais. Eu fiz uma mesa de café … e ela deu certo o suficiente pra me dar a confiança necessário para declarar que o trabalho da madeira era para mim. Em seguida, iniciou-se o lento processo de conversão da minha garagem em uma oficina.

marcenaria no sketchup

Então, o início de sua jornada foi prático, construindo móveis para sua nova casa, mas e se chegar um dia em que sua casa esteja transbordando de mobiliário de alta qualidade da Foureyes Furnitures, você ainda vai continuar criando e construindo novas peças? E qual parte da criação você mais gosta?

Sim, definitivamente! Especialmente agora que meu foco está no meu canal do YouTube, eu já estou construindo coisas que eu nem consigo usar. Eu já tenho mais mesas de café do que sofás … e eu nem bebo café! Mas, de qualquer forma … Agora eu tendo a escolher projetos com base no que eu acho dará um vídeo interessante. Há muitas coisas que eu preciso construir, mas talvez elas sejam mais chatas de se assistir, então eu as evito. Eu acho que o desafio será encontrar uma maneira de tornar algo chato de se construir em um vídeo agradável de se assistir.

Quanto ao que eu realmente amo sobre a construção em si, eu sou meio estranho nessa parte, porque eu vejo a marcenaria como um “mal necessário”. O que eu mais me interesso e aproveito é o processo de concepção das coisas e os resultados finais. A parte da construção é onde dou meu máximo para traduzir ideias em uma peça bem acabada sem estragar tudo. Eu acho que também há diferenças no motivo da minha construção de objetos. Se é para clientes, ou para um vídeo. Acredito que seria muito mais relaxante se você pudesse apenas construir algo para si mesmo sem restrições de tempo e ninguém para julgar você.

Talvez algum dia eu me aposente e experimente esse prazer 😀

Um dos aspectos únicos do seu trabalho é um estilo de design realmente forte. Você pode falar um pouco sobre o que o inspira?

Eu posso tentar. Eu sempre sinto como se eu não tivesse uma boa resposta para isso. Suponho que, de alguma maneira, nada e tudo. No começo, antes de eu ter construído alguma coisa, tentava modelar peças existentes. Descobri que isso me ajudou a entender melhor a construção, proporções e por que as coisas eram como eram. Isso te leva a, naturalmente, te leva a mudar. Então, acho que minha primeira inspiração foi copiar e alterar os móveis que eu vi e gostei. Depois de fazer isso por um tempo e projetar um punhado de coisas, acho que construí uma espécie de catálogo mental de coisas que eu gosto. Agora, quando eu projeto, é sempre uma questão de me sentar e combinar esses elementos diferentes até ter algo que eu goste.

Muita da minha inspiração vem simplesmente me obrigando a sentar e desenhar projetos … mesmo quando estou sem vontade. Eu começo esse processo sem nenhuma motivação em 80% das vezes. Quando sento para projetar algo, vão haver algumas restrições, e eu vu tirar de 5 a 10 ideia dali. Eventualmente, um deles dará certo. É aí que começa a excitação e a inspiração. Onde você sente que está no início de algo que poderia ser uma boa ideia. A partir daí, é só corrigir uma ou outra algumas vezes até ter algo com o qual você está realmente feliz e entusiasmado com a criação.

marcenaria no sketchup

É claro que nós aqui na sede do SketchUp adoramos ver como você integra modelos e visualizações do SketchUp em seus vídeos. Como o SketchUp ajudou a moldar o trabalho que você faz?

Não posso dizer que não me interessaria pelo design de móveis se não fosse o SketchUp, mas posso dizer com segurança que o SketchUp é o que acabou me interessando pelo design de móveis. Então, em um nível macro, o SketchUp tem tudo a ver com a formação do meu trabalho. Em um nível mais micro, eu realmente gosto da rapidez com que eu posso explorar minhas ideias no SketchUp. Se você pensa em um projeto nos estágios iniciais, a maioria das pessoas pensa que você deve começar com um lápis e papel. Às vezes, essa é a melhor opção, pelo menos para formas e ideias gerais. Mas para mim, nove em dez vezes, eu começo já no SketchUp. Sinto que me aproxima de uma ideia real mais rapidamente do que o desenho. Também ajuda você a explorar ideias e abordar as coisas de forma diferente. Por exemplo, se houver restrições de tamanho para um projeto, eu começo com uma caixa do tamanho máximo que eu possa construir e, em seguida, tipifico o modelo dentro dessas restrições. Assim eu fico muito mais rápido porque estou me preocupando mais com proporções e layout muito mais cedo no processo do que de outra forma. Quando eu abordo isso da maneira mais tradicional, sinto que estou tentando encaixar algo já pronto em um molde menor. Mas quando eu começo no SketchUp a ideia nasce com as restrições em mente, por isso o resultado é mais rápido/melhor. Espero que faça sentido.

marcenaria no sketchup

Quanto a ajudar com o processo de construção, eu modelo tudo o que eu passo para depois construir cada pequeno detalhe. Isso ajuda com as coisas óbvias, como determinar as necessidades materiais e a maneira mais eficiente de lidar com as coisas. Também me permite resolver problemas no início do processo. O que quero dizer é que não fico na oficina (como sempre)  precisando fazer o próximo corte e não sabendo como. Normalmente, eu já encontro uma solução ou uma abordagem alternativa para evitar o problema, graças ao fato de eu ter construído “virtualmente” a peça.

Adorei ouvir como você explora o design. Você tem dicas para a comunidade sobre como você estrutura suas iterações ou como gerencia seus modelos?

Eu acho que já respondi uma dessas com as “restrições de definição” para iniciar o exemplo do processo de design. Eu me sinto meio estranho dando conselhos, porque eu sinto que a maioria das pessoas lendo isso são usuários mais eficientes que eu. Tenho certeza de que ainda faço muitas coisas erradas, nem sempre uso os melhores atalhos, etc.

Para gerenciar coisas, acho que a melhor coisa que faço (e onde vejo maus hábitos quando as pessoas me enviam seus modelos) está em como usar componentes. Muitas pessoas me enviam desenhos onde o modelo inteiro é apenas um componente. Isso, naturalmente, torna um pesadelo para alterar as coisas, mas também dificulta fazer novas coisas. Geralmente esse é o meu conselho de iniciante para essas pessoas. Use componentes. Eu acho que isso acelera 80% dos processos no SketchUp.

Quando estou projetando, utilizo bastante o recurso “tornar o componente exclusivo”. Eu gosto de projetar 10 iterações de um projeto com pequenas alterações aqui e ali para aprimorar o projeto final. Usar componentes exclusivos me ajuda a fazer isso de forma muito rápida.

Muito obrigado Chris por compartilhar parte da sua história. Quaisquer sugestões finais sobre onde você espera fazer ou o que poderemos ver de você no futuro?

Por enquanto, estou muito feliz por estar criando conteúdo para o YouTube. Foi muito divertido e gratificante até agora. Meu plano é manter isso, e deixá-lo continuar a evoluir e ver quais as oportunidades que estão no meu caminho. O melhor lugar para ver o que estou trabalhando é o meu canal do YouTube, e o melhor lugar de mídia social para me seguir é no Instagram.

 

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