Confira 3 dicas e otimize tempo com software de arquitetura

Não há dúvidas que a tecnologia é uma grande aliada da rotina do profissional da arquitetura. Não é à toa que, nos últimos anos, o computador se tornou uma ferramenta indispensável na hora de planejar e executar projetos.

Nesse contexto, os softwares, por exemplo, mudaram completamente a forma como o trabalho do arquiteto é realizado, aumentando o nível de detalhamento das criações, a perfeição técnica e a agilidade das entregas, alem de ganhar mais produtividade e otimizar o tempo na criação de projetos. 

Os benefícios da tecnologia para o arquiteto são inúmeros, isso é fato. Porém, existem outros pontos que reforçam ainda mais que utilizar um software de arquitetura é praticamente uma necessidade atualmente. E uma pergunta fica no ar:

Como otimizar o tempo com software de arquitetura?

Continue a leitura e confira no post de hoje 3 aspectos que talvez você não tenha analisado sobre como otimizar o tempo com software!

1. A liberdade de criação trazida pelo SketchUp

Quem trabalha com criação sabe o quanto é importante conseguir representar cenas, imagens, situações etc. em um projeto. Muitas vezes, ao apresentar o projeto para um cliente leigo, por exemplo, se todas as variáveis não forem representadas graficamente, talvez seja impossível explicá-lo sobre algum detalhe.

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Nesse ponto, o SketchUp torna o trabalho do arquiteto muito mais simples. O grande diferencial desse software é a capacidade de criar projetos em 3D, representando ambientes de maneira totalmente perspectivada. Desde a fase de formulação do projeto, o arquiteto tem mais liberdade para criar e representar, já que o software permite traçar cortes, vistas e planos de modo mais dinâmico, enriquecendo as cenas.

Na hora de apresentar ao cliente, todo esse diferencial fica bastante nítido, até mesmo aos olhos dos menos familiarizados com a arquitetura, graças às representações em 3D, modelagens e simulações de materiais e texturas.

Economia de tempo e esforço com o 3D Warehouse

Já parou para analisar o quão demorado seria fazer um projeto se tivesse que desenhar e modelar 100% dos objetos constituintes da cena? Certamente horas preciosas de trabalho seriam investidas em objetos adjacentes, como mesas, cadeiras, eletrodomésticos ou qualquer outro que imaginar.

Nesse contexto, o 3D Warehouse gera uma economia de tempo gigantesca na execução de projetos. O mais completo repositório de modelos 3D gratuitos oferece todo o tipo de modelos, feitos por profissionais de todas as partes do mundo. Isso significa que você poderá gastar mais tempo projetando do que desenhando.

A partir da integração desse banco de modelos 3D com o SketchUp, a importação de objetos é bem simples, tanto para profissionais quanto para os menos experientes. A grande vantagem da sua utilização é o enriquecimento das cenas, com mais informações e detalhes que podem fazer a diferença em uma apresentação para um cliente.

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2. Utilização das ferramentas criativas do V-Ray

O V-Ray, além de ser um dos mais potentes renderizadores do mercado, é uma das ferramentas mais completas para incrementar projetos arquitetônicos feitos no SketchUp. As funcionalidades do V-Ray somam-se às do Sketch, aumentando o dinamismo dos projetos e as possibilidades de criação.

Sem esse plugin, dificilmente os profissionais da arquitetura conseguiriam atingir um nível tão elevado de detalhamento em imagens virtuais. A partir dessa ferramenta, imagens já bastante detalhadas originadas no SketchUp recebem o acabamento final com a renderização, simulando uma série de fenômenos físicos e naturais nos ambientes e objetos, alcançando o que hoje se denomina fotorrealismo.

Efeitos de luz, sombras, reflexos e texturas são fielmente representadas com o V-Ray. A qualidade dos resultados é tão elevada que esse software é utilizado em produções cinematográficas de Hollywood e também em grandes produtoras de games.

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Novas funcionalidades do V-Ray

Com o lançamento da versão 3.6 do V-Ray para SketchUp, diferentes funcionalidades foram adicionadas para tornar as criações ainda mais eficientes, sobretudo em questão de como otimizar o tempo com software . Vejamos algumas dessas atualizações:

  • renderização de viewport: com a renderização do Viewport, é possível facilmente selecionar e renderizar diferentes regiões da imagem simultaneamente;

  • GPU Rendering: essa funcionalidade otimiza o uso da GPU do computador, tornando-a mais rápida na hora de processar perspectivas de área, deslocamento, dispersão subterrânea, sombras e outros efeitos;

  • luzes adaptativas: para trabalhar com cenas com muita luz, a funcionalidade de luz adaptativa pode ajudar a reduzir o tempo de render em até 700%;

  • UI Inteligente: a nova interface do V-Ray agora está mais limpa e intuitiva, aumentando a agilidade nos comandos;

  • importação de cenas: cenas feitas em outros softwares, em formato “.vrscene”, podem ser facilmente importadas, aumentando a integração de recursos e economizando tempo do profissional.

Além dessas, existe outra infinidade de recursos do V-Ray que podem agilizar o dia a dia de trabalho de arquitetos e designers.

3. Recursos adicionais do ZWCAD

O ZWCAD já é um software familiar para os arquitetos, sendo uma das melhores alternativas quando o assunto é CAD, principalmente se falarmos em velocidade na execução de alguns comandos.

A versão 2018 do software ficou ainda mais interessante com o aprimoramento de duas importantes funções: o smart mouse e o smart voice. Veja a seguir como essas funcionalidades podem poupar seu precioso tempo de trabalho:

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Smart mouse

Quem usa softwares de CAD com frequência sabe a quantidade de comandos e botões que esses programas possuem. Pensando nisso, o ZWCAD otimizou a função smart mouse, tornando-a ainda mais útil para o usuário.

O conceito básico dessa ferramenta é substituir ações comumente utilizadas em menus por gestos no mouse. Assim, por exemplo, em vez de ter que pressionar diferentes teclas de atalho, o software recebe o mesmo comando por meio de um movimento específico do mouse.

Esses gestos podem ser configurados conforme a necessidade do usuário. Com o tempo, o ganho de produtividade tende a aumentar bastante, já que as ações vão se mecanizando e acontecendo com total fluidez.

Smart voice

A ideia dessa ferramenta é substituir os tradicionais comentários feitos em notas na planta do projeto, por arquivos de áudio. Essa simples mudança já traz um ganho de produtividade, pois permite que o registro de informações importantes seja feito de forma mais simples e ágil.

Além disso, os arquivos de áudio permitem que diferentes pessoas envolvidas no projeto tenham acesso às notas, avisos etc., melhorando bastante a qualidade da comunicação.

Por fim, não há como negar que os softwares fazem toda a diferença no trabalho de criação de um arquiteto. A todo momento novas soluções, funções e métodos são criados com o intuito de Como otimizar o tempo com software no trabalho dos profissionais da área e garantir entregas cada vez mais alinhadas às demandas do mercado.

Agora que você já sabe como otimizar o tempo com software, não pare por aqui com sua jornada de aprendizado. Baixe nosso e-book sobre a relação da tecnologia com a arquitetura e aprofunde o debate que iniciamos neste post de como otimizar o tempo com software!  

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Vida de arquiteto: como o uso de softwares para arquitetura ajudam na criação de projetos

Vida de arquiteto não é fácil. Por mais que o senso comum imagine que seja um trabalho confortável e elitizado, os profissionais sabem o quanto precisam investir na própria carreira para desempenhar bem suas funções e atender adequadamente às demandas dos clientes.

Os softwares de arquitetura que surgiram nas últimas décadas vieram para sistematizar e simplificar o planejamento de atividades a serem desempenhadas, de forma a facilitar a compreensão do processo por todos os envolvidos, desde projetistas até a equipe de obras.

Saiba agora como os softwares de arquitetura podem ajudar a organizar cada fase da sua produção de acordo com as necessidades do seu negócio, desde a concepção até a entrega da construção pronta.

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Benefícios da metodologia de projeto integrado

A metodologia de trabalho integrada nada mais é que a elaboração de uma solução arquitetônica ou de engenharia envolvendo o trabalho simultâneo de vários profissionais especializados.

Começa com sucessivas reuniões com os clientes para receber as informações e com a equipe de colaboradores para delimitar o escopo de projeto. Esse movimento de vai e volta acontece algumas vezes, até que se defina com certeza quais serão as soluções adotadas.

São realizadas pesquisas, visitas ao local e levantamento de dados complementares. Com a equipe reunida, inicia-se o processo criativo propriamente dito, através de rascunhos, volumetrias, definição de zoneamentos, fluxos de circulação, dimensionamento e outras considerações iniciais.

Nessa fase os profissionais podem fazer suas volumetrias na mão ou utilizar softwares que facilitam este estudo. Essas representações tridimensionais feitas por softwares de arquitetura como o SketchUp Pro  permitem, tanto à equipe quanto ao cliente, observar como as soluções comportam-se, antes mesmo de serem de fato construídas.

Começar a atividade projetual utilizando a metodologia integrada já consiste num importante passo para organizar melhor todo o trabalho feito pela empresa e se prevenir erros graves que prejudiquem todo o processo.

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Estudo de Layout com SketchUp Pro

 

A tecnologia nas fases de projeto

Na elaboração de soluções

A inquestionável praticidade dos desenhos digitais revolucionou a forma de projetar desde o lançamento do AutoCAD.

Desde então surgiram muitos outrossoftwares de arquitetura cujas inovações tornaram-se, gradualmente, mandatórias na atividade de projeto de arquitetos e engenheiros.

Depois de otimizar o tempo de produção de desenhos bidimensionais, iniciou-se a era da modelagem 3D. As maquetes eletrônicas trouxeram ainda mais recursos de visualização das soluções elaboradas e alcançaram, hoje em dia, efeitos fotorrealistas que são de grande importância, especialmente na apresentação dos trabalhos.

Programas como o SketchUp e o V-Ray, os mais populares do mundo em modelagem e renderização, respectivamente, podem ajudar significativamente em seu processo criativo por permitir você construir e visualizar com perfeição o seu projeto antes de iniciar a obra.

Serão necessários investimentos em capacitação dos colaboradores devido à ampla gama de comandos presentes em cada software, especialmente por abordarem não apenas os programas em si, mas também uma série de plug-ins e adicionais que facilitam ainda mais a construção de excelentes maquetes 3D.

Instrumentos adicionais também são importantes para facilitar atividades mais demoradas, especialmente durante levantamento de informações e conferência de medidas. É interessante investir em acessórios de precisão, como trenas eletrônicas, niveladores e câmeras de boa resolução.

A tecnologia envolvida em aplicativos para tablets e smartphones também tem evoluído a cada dia. Sempre há um aplicativo novo, oferecendo mais facilidades para os usuários, como pré-visualização de pinturas de paredes, elaboração de plantas baixas por meio de fotografias e outras vantagens que dinamizam a atuação do profissional.

Nas etapas de desenvolvimento do projeto e execução da obra, esses dispositivos eletrônicos oferecem ainda a facilidade de acessar os desenhos e especificações de qualquer lugar, diminuindo as chances de erros durante compras de materiais, revestimentos ou mobiliário.

Na compatibilização entre projetos

A principal tendência na elaboração de projetos são os softwares com tecnologia Building Information Modeling (BIM), que combinam perfeitamente com a metodologia de trabalho integrada.

Em sistemas convencionais, as linhas dos desenhos são “apenas” linhas. Em softwares BIM, as linhas ganham atribuições reais — paredes, esquadrias, telhados — e composição em materiais como madeira, pedra, entre outros.

A partir das atribuições dadas pelo programa, é possível que os profissionais projetem já considerando custos e prazos, agilizando todo o processo de gerenciamento.

Outros softwares, como aqueles especializados em análises de conforto ambiental, por exemplo, são essenciais para alguns tipos de projeto, especialmente aqueles que envolvem investimentos governamentais.

A evolução de programas de desempenho ambiental também tem sido significativa ao longo dos anos, permitindo estimar cada vez mais detalhadamente o comportamento de uma edificação mediante elementos naturais — sol, ventos predominantes, temperaturas —, além da influência que a construção exercerá sobre o entorno.

Além de tudo isso, a principal justificativa para uma compatibilização bem executada é de que diminui os custos da obra. Isso torna o projeto mais atrativo ao cliente e menos dispendioso para a empresa, melhorando sua visibilidade no mercado e sua lucratividade.

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No gerenciamento do escritório

Existe uma série de técnicas e programas, dos mais simples até os sofisticados, que ajudam a organizar e planejar as atividades da sua empresa. O principal objetivo é traçar desde as metas e linhas norteadoras gerais até o momento de entrega final dos serviços prestados.

Entre os mais básicos temos as planilhas, que permitem a elaboração de orçamentos e cronogramas, separadamente ou em conjunto, que mostram a evolução de suas atividades ao longo do tempo. É recomendado que haja pelo menos uma planilha padrão, que possa ser reproduzida e modificada de acordo com as necessidades de cada projeto do seu escritório.

Outras técnicas fáceis de aplicar envolvem quadros que estabelecem atividades a cumprir, em execução, revisadas e concluídas. Outro é o método do caminho crítico, amplamente difundido especialmente nos serviços de engenharia, que estima, em linhas temporais, a duração de cada etapa da obra, incluindo possíveis imprevistos e problemas.

Há, ainda, softwares especializados em gerenciamento de obras, desde os mais simples aos mais sofisticados. A utilização de um ou outro depende do padrão de projetos executados pela empresa e pela preferência dos profissionais envolvidos.

Todas essas facilidades, reunidas, têm possibilitado à prática profissional da arquitetura e da engenharia grande agilidade e economia de recursos, especialmente com relação aos testes de soluções projetuais, realizados principalmente durante a fase de modelagem de maquetes eletrônicas.

Com o mercado da construção civil cada vez mais disputado, é importante estar sempre atento para as novidades não apenas de tecnologia, mas também de revestimentos, materiais e técnicas construtivas. Esses fatores dão visibilidade ao seu trabalho e tornam a sua empresa mais conhecida e competitiva localmente.

Para acompanhar nossos posts e ficar por dentro de como as tecnologias de projeto podem ajudar cada vez mais a facilitar a sua vida de arquiteto, assine nossa newsletter!

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Os 9 temas de tendência na arquitetura que você deve conhecer em 2018

O ano de 2017 já passou, mas deixou-nos uma série de aprendizados e novos conhecimentos que nos permitirá enfrentar com melhores ferramentas o desafiante 2018. Que surpresas este ano nos trará?

Em um espécie de jogo de previsões, pedimos a nossos editores do ArchDaily em espanhol, que projetem, com base em suas reflexões de 2017, quais serão os temas em que ouviremos falar entre arquitetos durante o ano de 2018, que acaba de começar.

Mulheres na arquitetura, bambu, millennials, arquitetura social, arquitetura rural e a abordagem de uma era pós-digital… descubra tudo o que você precisa saber para começar bem 2018!

Confira o que tem de tendência na arquitetura para 2018!

Por: ArchDayli Brasil

1. Compreender as formas de habitar dos millennials.

Por Piedad Rojas
Imagem de capa e Gif nesta nota são do projeto 097 • Yojigen Poketto / elii

Sabemos que a geração milenar vai contra toda a corrente, são determinados e aspiram a experiências muito diferentes das de seus antepassados diretos. De acordo com pesquisas, podemos afirmar que esta geração de jovens tem menor interesse no casamento, esperam mais tempo para procriar ou alguns simplesmente decidem que não terão filhos. Em suas vidas aceleradas, não há tempo para tarefas domésticas e muitos compartilham moradias com amigos.

Há um boom na tendência na arquitetura freelancer e o espírito autônomo dos Millennials – a geração que se projeta para tornar-se seus próprios patrões – incentiva o uso de um mesmo espaço para mais de uma atividade, por isso ter uma casa que possa adaptar-se à um espaço de trabalho é a chave.

tendência na arquitetura

Por esta razão, não é mais raro encontrar apartamentos pequenos, modernos, multifuncionais e minimalistas. O comportamento e os hábitos dos Millennials apontam justamente à isso, espaços mínimos, mas com grande flexibilidade. 2018 será o ano para abordar as necessidades desta tendência na arquitetura e adaptá-las, onde um ambiente pode mudar-se rapidamente e transformar o cenário, abordando estrategicamente a inovação, flexibilidade e visão de futuro.

2. Arquitetos frente à construção de suas próprias obras: a urgência de estar na obra

Por José Tomás Franco

No ano de 2017, perguntamos aos nossos leitores se os arquitetos têm uma formação adequada em relação aos materiais e processos construtivos. Os resultados foram esmagadores e a conclusão foi bastante negativa: as universidades estão formando-nos insuficientemente e sob as consequências que enfrentamos durante a vida profissional, onde temos que aprender à força. Aumentar nossos conhecimentos sobre materiais e construção – desde o início de nosso ensino – não pode ser opcional ou relegado a um segundo plano. É urgente se queremos ter os argumentos para defender a importância do bom projeto.

tendência na arquitetura

Em nossas publicações diárias, testemunhamos o surgimento de uma série de explorações que priorizam o trabalho em escala 1:1, não apenas no âmbito universitário, mas também guiadas por coletivos de arquitetos que apresentam uma abordagem colaborativa e in loco, baseada no aprendizado. Voltar a conectar-se com a materialização de nossos projetos é uma tendência na arquitetura, e é absolutamente necessário que a prática volte a estar no centro de nosso trabalho.

Compreender a arquitetura em sua complexidade construtiva é ser consciente, além disso, de que esta só pode ser realizada se trabalharmos em colaboração multidisciplinar, e que dificilmente poderá entregar os resultados desejados se permanecermos na rígida posição de “gerentes de obra”, sem envolver-nos solidariamente em todo o processo. Embora esta necessidade seja refletida timidamente nas grades curriculares das universidades, no ArchDaily estamos nos esforçando para melhorar e multiplicar o conteúdo relacionado a essa abordagem.

3. O desafio da atual arquitetura em abordar o contexto rural

Por Fernanda Amaro

tendência na arquitetura

Como já dito por Rem Koolhaas no ano de 2016; “O atual desafio da arquitetura é entender o mundo rural”, uma área normalmente ignorada pelos arquitetos que há décadas concentram grande parte de sua energia nas cidades, sendo que estas representam apenas 2% da superfície do planeta. Koolhaas faz um chamado para mudar essa perspectiva e entender que o futuro consiste em intervir em “espaços nus, semi abandonados, pouco povoados, às vezes mal conectados”, uma vez que é onde se está observando acelerados processos de mudanças dos quais, como arquitetos, devemos assumir o controle.

Recentemente se iniciou uma pequena tendência na arquitetura em todo o mundo que compreendeu a necessidade de mudar-se a essas áreas e aproximar-se a conhecer suas comunidades, com a finalidade de incorporar desde uma perspectiva contemporânea em seus modos de vida, materiais, técnicas tradicionais e formas vernaculares que orientam o arquiteto para tomar decisões mais amigáveis, respeitosas e harmoniosas com o ambiente natural e social em que estão inseridos. Escritórios como Grupo Talca, dão conta disso, criando obras e pequenas intervenções in loco que acolhem tais particularidades e que encorajam os próprios habitantes a realizá-las.

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Tendência na arquitetura que está apenas começando e espera-se que tenha longo prazo, e então continuará em 2018, ano em que provavelmente veremos como mais e mais arquitetos promoverão o desenvolvimento de projetos em áreas distantes das grandes cidades, tomando a lógica da paisagem natural ou das tradicionais construções que ali nasceram.

4. A arquitetura social enfrenta o retorno do pêndulo

Por Nicolás Valencia

Os meios de difusão e discussão em arquitetura não cobrem toda a arquitetura. É certo, mas não é comum para aqueles que criticam ultimamente fazer parte da chamada arquitetura mainstream (convencional), em vez dos defensores da arquitetura social, a louvada e banalizada tendência em partes iguais para visibilizar e valorizar a arquitetura informal, técnicas vernaculares e o compromisso com aqueles que foram abandonados pela sociedade.

Popular entre as novas gerações, essa tendência na arquitetura atingiu seu pico com a escolha de Alejandro Aravena como Diretor da XV Bienal de Arquitetura de Veneza e posteriormente vencedor do Premio Pritzker 2016. Claro, a arquitetura social não é a cura universal nem mesmo a única expressão válida da disciplina —Josep María Montaner fala de outras sete tendências contemporâneas—, mas o tema que dirige este texto revela uma força defensiva que pode aparecer em 2018 nos principais eventos da disciplina, refletindo esse potencial retorno do pêndulo.

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A próxima edição da Bienal Panamericana de Quito adicionou a palavra “Arquitetura” em seu título. Antes não se falava de arquitetura? Sim, mas a organização diz em seu comunicado que outro têm sido o rumo nas últimas edições, onde as críticas de projeto (e ao trabalho arquitetônico) teriam sido deslocadas pelo interesse nos processos participativos, a história e a “camada emocional” dos projetos, como adverte Fredy Massad.

Embora a arquitetura social explodiu reagindo ao academicismo local e a atitude estética da disciplina, monopolizava os sucessos da produção contemporânea, tornando-se progressivamente parte do estabelecimento. Eventos como a BAQ2018 podem definir o tom dos próximos eventos latino americanos e teremos que ver quais caminhos os diferentes ramos da arquitetura social levará. Como todas as vanguardas, deverá enfrentar seus sucessos, fracassos e contradições.

5. A era pós-digital entra na linha de tempo da representação gráfica na arquitetura

Por Karina Zatarain

Na arquitetura, as técnicas de representação estão em constante evolução, deslocando-se mutuamente mediante ao avanço da tecnologia e alterando as preferências da sociedade. É inegável que atualmente as ferramentas digitais passaram a dominar a representação arquitetônica, colocando imagens hiper-realistas sob os métodos de representação tradicionais.

No entanto, através da tecnologia que permite criar imagens cada vez mais realistas de espaços ainda não construídos, muitos arquitetos defendem preservar a íntima relação consolidada há séculos, entre a arte e a arquitetura na etapa representativa do projeto.

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Recentemente tem surgido uma forte presença em redes sociais, principalmente no Instagram, de uma nova linguagem de representação que permeia o trabalho dos arquitetos. Esta nova onda utiliza históricas referências de arte e da técnica da colagem que caracterizou os anos sessenta e setenta à escritórios como Archigram e Superstudio. A fusão alcançada com as novas ferramentas digitais resulta em um diálogo mais artístico sobre as intenções e referências de alguns estúdios de arquitetura atuais.

Ao fundir as ferramentas digitais disponíveis com a intenção representativa de colagem, alguns escritórios contemporâneos de arquitetura optam por afastar-se do hiper realismo dominante, criando uma nova tendência na arquitetura: a representação pós-digital. Sem dúvida, este é apenas o início de uma nova etapa de negociação entre precisão da tecnologia e a qualidade expressiva inerente à arquitetura.

6. Arquiteto político: a criatividade enfrenta as normas e o futuro das cidades

Por Fabián Dejtiar

Quantas experiências criativas na arquitetura latino americana estão sendo geradas fora das normas? Presente nos contextos urbanos mais heterogêneos, onde a criatividade e a inovação foram os únicos fatores determinantes para fazer justiça perante as necessidades inerentes em decorrência dos modelos socioeconômicos adotados. As utopias urbanas positivas reguladoras nem sempre se sustentaram pois estavam sujeitas a ações, que por sua vez eram sujeitas a balanços políticos, econômicos e ao controle.

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Com que ação pode a criatividade dessas experiências latino americanas, além dos regulamentos, enfrentar o padrão e, portanto, o futuro das cidades? A resposta é historicamente abundante na demonstração do papel social e político do arquiteto. Como mencionou o arquiteto espanhol Andrés Jaque na XX Bienal de Arquitetura e Urbanismo do Chile 2017, “todos os arquitetos são políticos” e a verdadeira questão é quais formas de política cada um de nós está disposto a defender . Neste sentido, a ação política é uma ferramenta para aprimorar, incorporar ou transmutar a criatividade.

Qual é, então, a tendência na arquitetura? o arquiteto envolvido na atividade política, um ativista criativo para as questões normativas para mudar os limites para atender as necessidades reais, do impacto social e do futuro das cidades. Reforçar o papel proativo e político que identifica nossa disciplina é uma tendência na arquitetura que irá mudar o futuro de nossas cidades. E o que é relevante, então, é a tendência da transmutação da criatividade em torno da lei, e a influência sobre isso no futuro do urbanismo. Um exemplo, a Cidade do México na norma mudará sua criatividade em relação à resiliência, após conseqüências do último desastre natural; Buenos Aires na normativa – em relação às modificações anunciadas no novo código urbano – mudará sua criatividade em relação à homogeneidade de seu tecido, e assim por diante.

7. A revanche das mulheres na arquitetura

Por Camila Marín e Pola Mora

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“Ideologia que defende que as mulheres devem ter os mesmos direitos que os homens”. Esta é a definição que a Royal Spanish Academy dá ao feminismo. A partir deste princípio, tem surgido nos últimos anos um grande número de movimentos que exigem melhores condições de trabalho para as mulheres e o fim da desigualdade entre homens e mulheres. Em 2018, alguns movimentos tornarão o espaço público através de marchas em diferentes cidades do mundo e outras campanhas que proliferam através de redes sociais usando hashtags como: “#NiUnaMenos” (nem uma à menos), “#HeForShe” (ele por ela) e “#MeToo” (eu também).

Se para muitos ainda não estava claro, 2017 tornou explícito que as mulheres não ganham o mesmo que os homens, que sofrem discriminação e assédio no trabalho, que trabalham por mais horas e que são mais suscetíveis a serem demitidas pela possibilidade de serem mães. Nenhum trabalho escapa. A arquitetura tampouco. É por isso que este ano, em nossa área, uma série de colunas e eventos se propuseram falar do tema e capacitar as mulheres no mundo da arquitetura, incentivando-as a ocupar o espaço perdido no debate público.

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Em 2018, o assunto continuará em voga, mas desta vez não só através de declarações e discursos, mas através de ações concretas. A Bienal de Arquitetura de Veneza este ano será dirigida justamente por arquitetas. Yvinne Farrell e Shelley McNamara e a lista de curadores responsáveis pelos pavilhões nacionais já conta com a participação feminina muito maior do que nos anos anteriores, destacando, entre outros, países como Chile, Espanha, Peru, Israel e Brasil. Quem sabe o prêmio Pritzker deste ano nos surpreenda com a incorporação de uma nova arquiteta à sua lista de vencedores.

8. Aprender com as lições do bambu para reforçar nossa sensibilidade e eficiência

Por José Tomás Franco

O bambu sempre esteve presente. Foi trabalhado e usado por gerações nas regiões mais áridas do planeta, estendendo seu uso ao longo da linha do Equador e muitos quilômetros adiante, dentro da África, Ásia, América e Oceania. Embora alguns o chamem de “ouro verde do homem pobre”, este multifacetado material – com mais de 1.500 usos documentados – deixou de ser associado com a pobreza a ser massificado em virtude de suas qualidades. No campo da construção, seu uso atual relaciona-se à resistência, versatilidade e eficiência, ligado à beleza do orgânico e com respeito inato ao meio ambiente.

Graças ao seu contundente passado e seu enorme potencial futuro, o bambu é uma tendência na arquitetura em 2018 porque é um material necessário. Em um mundo sufocado pela poluição e resíduos gerados pela indústria da construção civil, parece ser urgente aprender com artesãos que tem os utilizado há anos com naturalidade e fluidez que contrasta com os complexos processos construtivos de outros materiais. Da mesma maneira, abre a oportunidade de investigar novas tecnologias que possam ampliar suas possibilidades, com base no trabalho conjunto junto à outros materiais e técnicas.

tendência na arquitetura

Não trata-se de forçar seu uso se não o tivermos em mãos, é simplesmente um chamado para fascinar-se com sua harmonia, e aprofundar suas lições para serem melhores arquitetos, já que usá-lo requer uma mudança de mentalidade. É um material que faz sentido e que gera uma arquitetura de acordo com o ser humano e seu entorno, e este pode ser seu mais valioso ensinamento: parece ter nascido para ser usado em nosso favor.

O primeiro passo é estar aberto à conhecê-lo, e pode começar agora mesmo.

9. Vislumbrar a direção da arquitetura pós-terremoto

Por Karina Zatarain

Ao longo da história, a arquitetura desempenhou um importante papel em resposta às necessidades de reconstrução após diferentes tipos de desastres naturais. Os desafios e limitações apresentados nos estados de emergência forçaram a comunidade arquitetônica repetidas vezes a produzir propostas poucos convencionais que melhorassem a qualidade de vida das comunidades devastadas. Nos últimos anos, várias iniciativas de reconstrução pós-desastre receberam merecidos reconhecimentos por seu trabalho altruísta e capacidade de solucionar problemas através do desenho.

Em 2014, o arquiteto japonês Shigeru Ban recebeu o prêmio Pritzker por sua obra que “exala otimismo, onde outros percebem desafios quase impossíveis de superar”. Ban obteve reconhecimento internacional por seu uso experimental e inovador de materiais como papel e papelão em construções, em seus esforços para auxiliar desabrigados após desastres naturais ou em situações de refugiados.

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No ano passado, o Projeto de Reconstrução Pós-Terremoto em Guangming da Universidade Chinesa de Hong Kong e Universidade de Ciências e Tecnologia de Kunming foi nomeado como “Edifício do Ano de 2017” na cerimônia de encerramento do World Architecture Festival (WAF) em Berlim. Os arquitetos da equipe desenvolveram uma nova e econômica técnica construtiva em taipa que será mais resistente à atividade sísmica e que o júri considerou que poderia ser aplicada em qualquer parte do mundo afetada por problemas sísmicos e níveis de pobreza.

No México, após dois devastadores terremotos ocorridos no centro do país em setembro de 2017, surgiram iniciativas de reconstrução, lideradas pela associação de arquitetos do país. Numa série de mesas de debate e workshops, foram analisados temas como a resistência sísmica de diferentes materiais vernaculares e a autoconstrução.

Embora a palavra “tendência na arquitetura” tenda a referir-se a algo fugaz e superficial, consideramos que exista uma nova e crescente onda de consciência na arquitetura, que busca concentrar seus esforços nos lugares onde mais se necessita.

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Saiba como lidar com a decisão em projetos arquitetônicos!

A tomada de decisão em projetos arquitetônicos faz parte do dia a dia de todo arquiteto. Mesmo que você não se considere como um CEO de uma grande organização, é por meio das decisões tomadas que seu estúdio cresce ou retrai, conquista e perde clientes.

Por isso, você deve levar muito a sério cada momento de fazer uma escolha. Em vez de se basear somente na sua intuição e na vontade, em geral leiga, do cliente, é imprescindível buscar dados concretos e ter fontes confiáveis, além de permitir-se o tempo necessário para maturar as análises.

Quer entender um pouco mais sobre os processos que envolvem a tomada de decisão em projetos arquitetônicos? Então acompanhe o nosso post de hoje!

decisão em projetos arquitetônicos

Os tipos de tomada de decisão

Existem três tipos de decisão decisão em projetos arquitetônicos que cobrem todas as possibilidades  Um bom gestor de projetos arquitetônicos deve saber qual a hora certa para cada um deles. Acompanhe abaixo os tipos de decisão e compreenda suas diferenças.

Consensuais

Decisões consensuais são aquelas tomadas coletivamente em prol de um objetivo comum. Não é necessário que essa seja a decisão preferida de todos, mas ela deve ser escolhida em comum acordo, a partir da análise racional dos prós e contras.

É tomada por meio de muito diálogo entre os integrantes do projeto, e baseada em informações compartilhadas por todos.

Majoritárias

Esse tipo de decisão em projetos arquitetônicos envolve uma votação, como nos processos de eleição. É importante ressaltar que nem sempre a escolha da maioria será a melhor, mas faz parte do processo acolher o resultado e respeitá-lo.

Para que os envolvidos possam votar com segurança, é necessário a ampla divulgação de dados relacionados às alternativas.

Autoritárias

Decisões como essa são baseadas na experiência de um único indivíduo, que geralmente é o gestor. Como detentor de todas as informações do projeto, ele tende a ser a pessoa mais capacitada para fazer determinadas escolhas.

No entanto, há chances maiores de erro, na medida em que esse gestor pode estar deixando de ver possíveis ameaças — os pontos fracos da escolha. Problema facilmente solucionável ao se promover a troca de ideias.

decisão em projetos arquitetônicos

Os acertos na tomada de decisão em projetos arquitetônicos

Comunique-se com eficiência

Desenvolva suas habilidades de comunicação e mantenha todos os braços do projeto alinhados, alimentando-os com bastante informação, mas de maneira precisa. Tenha bem definido o que é importante para cada setor.

O cliente não precisa ficar sabendo que o fornecedor de tijolos atrasou a entrega, a menos que esse atraso seja significativo o suficiente para impactar no orçamento ou no prazo final de entrega. Caso contrário, lide você e os setores responsáveis com esse imprevisto.

Outra maneira de usar bem a comunicação é fazer reuniões úteis. Muitos arquitetos gastam seu tempo e o dos outros com encontros mal pensados, constituídos de pautas fracas. Se o assunto pode ser resolvido com um e-mail, por exemplo, não é necessário reunir toda a equipe.

Assim, você garante que as reuniões tenham valor, além de permitir que a equipe foque seu tempo em levar o projeto adiante.

Com uma comunicação bem alinhada, todos terão informações relevantes e poderão tomar decisões mais acertadas, bem como ajudá-lo a tomar as suas.

decisão em projetos arquitetônicos

Pondere as possibilidades

Pela ansiedade de resolver logo a demanda, é comum tomarmos decisões apressadas, em geral, autoritárias, com base em intuições e suposições. No entanto, o sucesso de um projeto está intimamente relacionado com as escolhas que são feitas durante a sua execução.

Por isso, não tenha medo de tomar o tempo que a tomada de decisão necessita. Pondere cada possibilidade com atenção, verificando os pontos positivos e negativos de cada escolha. Envolva a equipe e peça auxílio sempre que necessário.

Pode até ser que algumas decisões precisem ser feitas no calor do momento, mas a maioria delas deve ser maturada e analisada. Você precisa saber avaliar também esse fator com calma e frieza.

Baseie-se em dados concretos e confiáveis

Em outras palavras, conheça profundamente todo o projeto. Quando se fala de projetos de arquitetura, dispor de dados confiáveis é essencial. Para isso, ferramentas de gestão e elaboração de projetos são fundamentais.

Os softwares para projetos de arquitetura auxiliam na hora de tomar uma decisão que faça sentido para a obra, uma vez que se transformam num demonstrativo abrangente de todo o processo.

Por meio deles, você é capaz de visualizar todas as informações do projeto num único lugar, pode realizar mudanças tanto de detalhes como de estrutura nos projetos, atualizando automaticamente todas as leituras e plantas.

Você poderá simular alterações e prever resultados tanto de design como de custos. Além disso, eles oferecem dados extremamente confiáveis, já que trabalham com informações realistas.

A seguir, preparamos uma lista com os principais softwares para ajudar você nessa questão.

ZWCAD

O ZWCAD surgiu para atender uma demanda por softwares de CAD mais acessíveis e transformou-se em referência. Por trabalhar num sistema a base de coordenadas, ele não é tão intuitivo quanto os softwares criados especificamente para a arquitetura, embora seja cada vez mais utilizado.

Placemaker

O Placemaker é um software que funciona como plug-in para o SketchUp. Por meio dele, você pode importar uma imagem de satélite de uma cidade ou terreno e, automaticamente, transformá-la em uma modelagem 3D editável. Assim, fica fácil verificar o impacto das obras no cenário.

SketchUp

O SketchUp está se transformando no “queridinho” dos estúdios de arquitetura, por sua interface intuitiva e seu preço acessível. Embora ele ainda esteja em constante desenvolvimento, a possibilidade de integração com plug-ins, como o V-Ray e o Armazém 3D (no qual você encontra objetos e texturas prontos), torna esse software o mais atraente de todos.

Para que seu escritório cresça e conquiste cada vez mais clientes, tomar decisões acertadas é fundamental. Algumas vezes, você precisará pensar rápido e contar com a sua intuição, mas, na maioria dos casos, o cenário ideal demanda uma atitude racional e objetiva.

Assim, a tomada de decisão em projetos arquitetônicos precisa estar embasada em dados concretos, adquiridos por meio do uso dos softwares específicos e, também, por meio de uma comunicação competente entre toda a equipe, fornecedores e cliente.

Então? Sente-se preparado para tomar as melhores decisões daqui para frente? Para que elas estejam alinhadas aos desejos de seus clientes, descubra o que eles esperam de um projeto arquitetônico!

Profissional de design de interiores, vejas as principais dicas

O profissional de design de interiores é muito mais do que apenas estética. Afinal, está relacionado à busca de soluções de design criativas e inovadoras para ambientes, ao mesmo tempo em que se preocupa com a mente, saúde, segurança e bem-estar dos clientes — ou seja, com a melhora da qualidade de vida como um todo.

Tendo isso em vista, esse profissional desempenha um papel importante na vida cotidiana. É ele quem apresenta às pessoas a beleza, relaxamento e modernismo. Assim, é uma profissão que recebe grande atenção em todo o mundo hoje em dia, uma vez que o interesse das pessoas em ter um design agradável e atraente para suas estruturas está aumentando.

Atualmente, esses profissionais trabalham em parceria com engenheiros, arquitetos, empreiteiros, artesãos, comerciantes de móveis, empresários e donos de casas.

Para se tornar um profissional de designer de interiores bem-sucedido, portanto, você precisa de uma educação bem desenvolvida e das habilidades para trabalhar dentro de muitas disciplinas (arquitetura, design gráfico, artes decorativas e design têxtil, mobiliário e iluminação). Nesse sentido, espera-se que designers de interiores tenham conhecimento de trabalho:

  • Têxtil, materiais, cor, planejamento espacial, sustentabilidade e mais;
  • Aplicações de software para design assistido por computador (CAD) 2D e 3D e modelagem de informações de construção (BIM);
  • Requisitos estruturais, problemas de saúde e segurança e códigos de construção.

Para ter acesso a mais detalhes e dicas valiosas para todo profissional de design de interiores, siga conosco e acompanhe este post que preparamos especialmente para você! Boa leitura.

profissional de design de interiores

Atuação do profissional de design de interiores

Os designers de interiores trabalham em ambientes residenciais e comerciais, aproveitando seu conhecimento de estética, função e segurança para melhorar a aparência de um espaço. Muitos têm uma especialidade de design para melhor atender às necessidades dos clientes ou atrair um nicho de mercado. Confira mais detalhes:

Boas habilidades de comunicação

Todo profissional de design de interiores muitas vezes trabalham diretamente com clientes, e também como prestadores de serviços, contratados, ou como parte de uma equipe. Portanto, um designer deve ter a capacidade de trabalhar com diferentes tipos de personalidade, ser bom ouvinte e comunicar-se claramente.

Quando há um choque de opiniões, um profissional de design de interiores pode ter que atuar como negociador ou mediador para ajudar a encontrar uma solução, bem como ter a capacidade de ajudar um cliente a entender por que sua ideia pode não ser eficaz ou segura.

profissional de design de interiores

Habilidades gerenciais

Os prazos são uma parte natural do mundo profissional de design de interiores. Os clientes podem ter prazos específicos para um designer executar seu serviço, ou um designer pode impor seu próprio prazo para que a tarefa possa seguir em frente para outros clientes.

Por vezes, inclusive, um designer de interiores pode ter de trabalhar em vários projetos ao mesmo tempo, de modo que as habilidades de gerenciamento de projetos são essenciais para manter a
ordem e cumprir os prazos.

Se um designer executa seu próprio negócio, ele também precisa alcançar novos clientes enquanto trabalha em outros projetos, ao mesmo tempo em que mantém boas relações com todos os envolvidos. Com bom tempo e habilidades de gerenciamento de projetos, um designer pode atender às necessidades de seus clientes e seus negócios sem parecer despreparado ou não profissional.

Habilidades de planejamento e briefing

Uma das qualidades mais essenciais de um designer é a capacidade de planejar um espaço de acordo com as necessidades de um cliente. Além disso, um designer de interiores deve saber como renderizar visualmente seu plano, com desenhos, software de design assistido por computador ou modelos dimensionados para que um cliente possa ver as ideias do designer.

Os designers de interiores devem saber como criar uma aparência e um visual desejados por meio do uso de cores, luzes, móveis, pisos e tecidos, bem como a maneira de organizar esses elementos de forma artística. Eles também devem ler planos e conhecer os códigos de construção da cidade para maximizar a segurança de seus projetos.

Para projetos grandes e complexos, os clientes geralmente não realizam uma análise detalhada de seus requisitos. Em tais situações, o designer pode realizar um serviço útil ao executar essa análise.

Isso geralmente envolve entrevistar o pessoal-chave, determinar quais espaços são necessários, determinar os requisitos de cada espaço e como deve se relacionar com outros espaços, analisando
essas relações de “adjacência” e preparando diagramas que mostram as relações ideais dos espaços entre si. A partir do último, os planos podem então ser desenvolvidos na próxima etapa.

profissional de design de interiores

Oportunidades de Trabalho

O trabalho básico de um designer de interiores é fazer a melhor utilização do espaço disponível. Além disso, você precisa tornar o espaço mais funcional e de acordo com o gosto e o orçamento do cliente. Além de visualizar e conceitualizar os projetos para novas estruturas, eles também planejam os interiores de estruturas já existentes e que estão sendo renovadas ou ampliadas.

Dentro do campo do profissional de design de interiores, há uma grande variedade de opções de carreira. Você pode iniciar sua própria prática, trabalhar para uma empresa pequena ou grande, ou se especializar em uma habilidade específica (como iluminação) ou uma área específica (como a hospitalidade). As possibilidades são infinitas — e elas se expandem todos os dias. Veja como:

Desenhos residenciais 

Existem vários desafios que fazem do profissional de design de interiores uma atividade desenvolvida por profissionais no ramo. Basicamente, é uma maneira de transformar a vida das pessoas que vivem ou desfrutam de um certo espaço, melhorando sua qualidade de vida por meio desse design e decoração.

Profissionais residenciais trabalham com espaços de vida privada, principalmente projetando salas para casas novas ou já existentes. Alguns ainda preferem trabalhar com uma sala específica, como a cozinha ou o banheiro, ou planejar e criar espaços de closet.

Desenho comercial

Designers de interiores comerciais planejam espaços públicos — edifícios governamentais, empresas privadas ou outras entidades corporativas. Os escritórios são um foco comum desses profissionais, mas também podem trabalhar com escolas, bancos, estabelecimentos de varejo e outros espaços inseridos no setor público.

Alguns trabalham para tornar os hotéis e restaurantes funcionais e atraentes, enquanto outros atuam no design de áreas em hospitais e outros estabelecimentos de saúde. Cada campo geralmente requer conhecimento específico sobre como o espaço pode ser usado efetivamente por clientes e funcionários.

profissional de design de interiores

Designers de móveis 

O design de móveis é uma parte mais especializada do design de interiores. Como designer de móveis, seu trabalho pode ser duplo: com o cliente e com outros fornecedores. Ao trabalhar com um cliente, você pode ser encarregado de organizar móveis em casas, showrooms, escritórios e outras áreas para usar o espaço de forma otimizada, trazer os temas desejados e assim por diante.

Você também pode trabalhar com os fornecedores de seus clientes, como os carpinteiros, orientando-os sobre as decorações a incorporar no mobiliário para divulgar os gostos do seu cliente.

Designers de exposições 

Os designers de exposições oferecem layouts de trabalho e decidem que a decoração seja usada em salas de exposições. Os designers precisam ser conhecedores do design modular de stands, projetos de construção personalizados, design de exposições e museus e gerenciamento de piso.

Outras habilidades necessárias incluem pacotes CAD e 3D, como Adobe Suites, AutoCAD e Vectorworks. Ao trabalhar em projetos, os designers levam em consideração o tráfego esperado na sala de exposição, itens que serão exibidos e o tema dela.

Designers de iluminação 

Os designers de iluminação garantem uma iluminação adequada para os vários projetos em que estão envolvidos. Esses profissionais devem ser conhecedores em fiação básica ou trabalhar com um eletricista qualificado para produzir vários efeitos de iluminação criativos, dependendo da natureza dos projetos.

Os designers de iluminação também podem estar envolvidos em projetos esquemáticos e trabalhos em produtos decorativos, como acessórios de iluminação, sombras e luminárias para consultoria de design ou fabricante. O conhecimento em diferentes tipos de iluminação e seus efeitos é crucial para o sucesso de um designer de iluminação.

profissional de design de interiores

Softwares para Designer de Interiores

Se tudo é digital hoje, então, por que não o design de interiores? Hoje, mesmo os mais antigos designers de interiores devem dominar mais de uma ferramenta de design auxiliado por computador (CAD) para projetar e planejar interiores. Projetos desenhados a mão estão fora de moda e, literalmente, ninguém os prefere, especialmente empregadores e empresas de design de interiores
que procuram por profissionais qualificados.

Em comparação com o método tradicional de projetos e renderizações desenhados a mão, é muito mais fácil projetar e redesenhar usando essas ferramentas de software, pois permitem inúmeras iterações.

Além disso, o resultado é simplesmente melhor e hiper-realista quando comparado ao anterior, facilitando assim que os designers de interiores visualizem e expressem melhor suas ideias.

SKETCHUP

Anteriormente conhecido como Google SketchUp enquanto estava sob a propriedade do Google, esse software popular de modelagem 3D é uma das ferramentas de design de interiores mais básicas para começar. Conhecido por sua facilidade de aprender e usar a interface, o SketchUp está disponível em duas versões: SketchUp Make (versão freeware) e SketchUp Pro (versão paga).

Ele vem com uma biblioteca de código aberto online de montagens de modelos gratuitas, chamada de Armazém 3D, e oferece suporte a plugins de terceiros para melhorar a funcionalidade do software. No entanto, considerando sua natureza básica, os designers de interiores muitas vezes enfrentam dificuldades em modelar superfícies complexas e visualizar modelos 3D complexos usando o SketchUp.

O SketchUp Pro é incorporado com recursos de desenho novos e avançados, que não estavam disponíveis em software livre. Umas das melhores características é que o ele é capaz de ler muitos formatos 2D e 3D. Então, se você estiver usando outro software de CAD, você pode facilmente mudar seus projetos para o SketchUp Pro.

Ele fornece aos usuários mais recursos e opções para um trabalho 3D melhor e otimizado. Embora suporte o trabalho 2D, é adequado para o trabalho em 3D, pois fornece aos usuários todas as ferramentas necessárias para o propósito do desenho. Os principais recursos do SketchUp Pro são o controle sobre modelos 3D e a disponibilidade de muitos
modelos prontos e plugins — ou seja, mais estilos e efeitos.

download sketchup

V-RAY

Um profissional de design de interiores, em particular, adora o V-Ray: ele é consistentemente mais rápido do que os demais softwares. Isso significa tempos de renderização mais rápidos, animações, rascunhos etc.

É importante ter uma ferramenta de visualização que permita ver rapidamente se algo vai funcionar antes de comprometer-se plenamente com uma longa apresentação de renderização de qualidade. V-Ray é perfeito para isso.

Em configurações mais baixas, ele manipulará uma série de imagens de baixa qualidade que lhe dará uma sensação de material, cor e luz para que decisões rápidas possam ser tomadas em relação à composição e enquadramento.

Claro, todo software de renderização permite que você crie imagens de rascunho, mas nenhum deles opera tão rapidamente quanto o V-Ray. Se você estiver em um prazo apertado — e sabemos que você está — você vai querer usar algo rápido e que não sacrifique a qualidade. Isso é V-Ray.

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Conclusão

Projetar interiores ajuda a aprender muito sobre o espaço e sobre como as pessoas se sentem confortáveis quando estão em um lugar específico e usam as suas instalações. Afinal, isso faz com
que elas olhem tudo ao seu redor com uma visão muito mais ampla.

Com atenção especial aos detalhes, os designers possibilitam que isso ocorra, pois veem as coisas de diferentes perspectivas devido aos seus estudos e ambiente de trabalho. De fato, ao projetar vários lugares, esses profissionais ganham informações muito úteis para que se tornem mais criativos e enriqueçam seu conhecimento.

Com isso, tentam ajudar suas comunidades tanto quanto podem, e introduzem novas idéias e técnicas, assim como compartilham suas experiências para melhorar a qualidade de vida de seu clientes. Em outras palavras, os designers buscam mudar suas comunidades e mostrar a importância do profissional de design de interiores na vida cotidiana, fazendo o melhor para que as pessoas compreendam e apreciem a importância do seu trabalho.

A importância do design de interiores é óbvia quando o profissional tem uma carreira excelente e bem-sucedida. Mas é importante ressaltar que um bom designer de interiores sempre precisará apresentar novas ideias e técnicas para manter a criatividade em seus projetos e obter grandes conquistas na profissão.

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Maquetes eletrônicas 3D em projetos de arquitetura: saiba mais!

As maquetes eletrônicas 3D chegaram para revolucionar completamente o mercado de arquitetura e design de interiores. Hoje em dia, elas são a forma mais usual de apresentação de propostas e de visualização final de projetos.

Mas como se certificar de que as representações são feitas com a qualidade necessária para impressionar os clientes? Afinal, esse é um ponto imprescindível para que os contratantes dos projetos possam compreender inteiramente as ideias a serem transmitidas.

Pronto para descobrir mais sobre as vantagens de usar maquetes eletrônicas nos seus projetos e se inspirar para trabalhar cada vez melhor com elas? Acompanhe as nossas dicas!

Como as maquetes eletrônicas 3D ajudam os seus projetos

As principais funções das maquetes são a de poder testar as soluções arquitetônicas propostas e visualizar em detalhes o projeto quando finalizado, antes mesmo que a sua execução seja concluída.

Essa pré-visualização tão realista contribui, principalmente, em três momentos:

  • o primeiro é no fechamento de contratos de serviços de arquitetura — quando o profissional mostra um portfólio bem elaborado e com imagens de outros trabalhos já realizados, o cliente se sente mais seguro em depositar confiança na empresa;
  • o segundo momento é na aprovação da proposta de projeto — se o arquiteto ou designer utilizar apenas desenhos técnicos, como plantas e cortes, muitas vezes pode não transmitir por completo as suas ideias. Ao ver as imagens 3D, o cliente compreende melhor o projeto e se encanta ao imaginar o ambiente finalizado;
  • o terceiro é no decorrer da obra — afinal, após os possíveis ajustes, o profissional sempre deve apresentar o projeto para a equipe de trabalho unindo as pranchas técnicas com as maquetes para melhor visualização do projeto como um todo.

Maquetes eletrônicas 3d

Essa melhor compreensão, por parte dos profissionais envolvidos na construção e na fiscalização das obras, evita uma série de percalços que podem ser muito prejudiciais, tanto ao trabalho do arquiteto como ao cliente. Os mais comuns são atraso nos serviços, erros de execução que geram retrabalho e custos excessivos, desperdício de materiais e insatisfação.

Além disso, é muito mais fácil divulgar os seus projetos — em redes sociais, blogs ou anúncios — por meio das imagens oriundas das maquetes, uma vez que elas são mais bem recebidas pelo público do que os desenhos técnicos.

Os melhores softwares para construir maquetes

Existe ampla gama de softwares de arquitetura, pagos ou gratuitos, que você poderá utilizar para construir as suas maquetes eletrônicas 3D. No entanto, é preciso atentar para alguns pontos para fazer a escolha que mais atenda às suas necessidades.

Isso porque você precisa ter segurança na relação custo-benefício oferecida pelo software, considerando a qualidade dos resultados, a facilidade no manuseio das ferramentas oferecidas pelo programa, além de ter que adequar o investimento de compra das licenças de uso ao orçamento do seu escritório.

SketchUp

É o software de modelagem mais utilizado no mundo e o mais acessível de todos, pois possui tanto a versão Pro, que demanda pagamento de licença, quanto a versão Make, que é gratuita, ambas encontradas para download no site oficial do produto.

Os seus comandos exigem certa dedicação, mas são bem fáceis de dominar. Além disso, possui a maior biblioteca de blocos 3D do mundo, o que facilita muito o processo projecional inteiro, uma vez que compreende arquivos desde carros e móveis grandes até os menores utensílios ou objetos de decoração.

Maquetes eletrônicas 3d

Dibac

Plugin exclusivo do SketchUp, o Dibac combina as alterações feitas pelo projetista nos planos 2D e 3D automaticamente. É bastante acessível no manuseio, justamente por não ser um software à parte, mas apenas uma extensão. Para utilizá-lo, é necessário comprar a licença de uso e combinar a ferramenta ao SketchUp. 

É especialmente útil para arquitetos, pois acelera significativamente o processo de criação: com o acionamento de apenas uma tecla, é possível converter um desenho bidimensional em tridimensional e vice-versa. Com ele, é possível desenhar facilmente paredes, portas, janelas, armários, escadas, dentre vários exemplos.

Maquetes eletrônicas 3d

Revit

É um dos programas de maior crescimento nos últimos anos. Desenvolvido pela AutoDesk, assim como o AutoCAD, o Revit combina funções de desenhos técnicos bidimensionais à modelagem 3D, tudo em um mesmo software.

Por ser um tipo de plataforma Building Information Modeling (BIM), é um dos mais completos, pois extrai, a partir dos desenhos, as informações de quantificação de insumos, mão de obra e cronogramas. Também facilita toda a parte de detalhamentos e de sistemas hidrossanitários.

Maquetes eletrônicas 3d

Formas de turbinar a apresentação do seu trabalho

Existem vários meios de tornar ainda melhores as suas experiências em modelagem 3D e as apresentações de seus projetos aos clientes.

Renderização

É um dos meios mais comuns de imprimir maior realismo ao projeto, por meio da atribuição de propriedades físicas às mais variadas superfícies existentes na modelagem. Essas propriedades simulam o acabamento de materiais reais, como vidro, madeira, pedras, metais e até mesmo água ou grama.

Existem vários softwares especializados em renderização, muito versáteis, que podem ser utilizados em combinação com os mais diversos programas de modelagem 3D. Os mais populares são o V-Ray e o Kerkythea. Para aprendê-los, você pode optar por cursos ou pelos vários tutoriais gratuitos on-line.

Esse processo permite a realização de vários testes, pois a cada render o projetista pode observar o comportamento da iluminação, das texturas, das transparências e das cores, escolhendo a solução arquitetônica que melhor responde às diretrizes do partido arquitetônico.

Pós-produção

É possível finalizar as imagens renderizadas com vários processos. O primeiro deles é a pós-produção da imagem em softwares como o Photoshop ou o Lumion, que permitem a adição de brilhos e imagens de fundo, além da alteração de cores e balanço da iluminação.

Esse tratamento é o que dá ainda maior realismo às imagens e atrai a imaginação do cliente para dentro daquele ambiente virtual, o que proporciona grande envolvimento com a proposta do projeto.

Maquetes eletrônicas 3d

Inovações

Como a tecnologia não para nunca, com as maquetes eletrônicas é possível, ainda, proporcionar várias experiências interativas. Entre elas, elaborar pequenos vídeos que fazem um trajeto pelos ambientes projetados, como se o cliente realmente pudesse caminhar pelo local já construído e desfrutar daquele espaço.

Outra forma de encantar os clientes que está muito em alta, desde 2016, é o uso de aplicativos que unem as imagens renderizadas numa única “foto”, que faz um giro de 360 graus pelo ambiente. Esse recurso é especialmente interessante para postagens em redes sociais.

Outras formas de trabalhar com maquetes eletrônicas 3D

Caso você ainda esteja no início da vida profissional ou, por outros motivos, não possua uma gama muito ampla de clientes, pode ser interessante se especializar em modelagem 3D. Assim, poderá cobrir a demanda pela terceirização desses serviços, uma vez que nem todas as empresas têm como qualificar seus profissionais para essa atividade.

Da mesma forma, o contrário funciona: se for muito dispendioso para o seu escritório investir nessa capacitação, você pode procurar empresas ou profissionais freelancers especializados na elaboração das maquetes eletrônicas 3D.

Quanto mais conhecer sobre essas novas ferramentas do mercado, mais rápido vai elaborar os seus projetos e melhores serão as suas chances de fechar mais contratos — afinal, uma boa maquete vende mais do que preço, vende o valor do seu trabalho!

E aí, decidiu iniciar-se no mundo das maquetes eletrônicas 3D? Deixe nos comentários as suas experiências com os softwares que já usou nos seus projetos e que mais corresponderam às suas expectativas!

Dicas de como renderizar com sucesso no V-Ray para SketchUp

Todo arquiteto já teve dificuldades de transmitir suas ideias para os clientes apenas por meio de desenhos técnicos. Mas os recentes avanços em tecnologia para projetos permitiram que as representações 3D avançassem em direção a um realismo sem precedentes. Atualmente, um dos softwares mais usados para essa função é o V-Ray.

É normal surgirem incertezas no manuseio de ferramentas de renderização, especialmente quando se tem mais dificuldades com elas ou no início da trajetória profissional. Mas entender como funciona a renderização no V-Ray e o quanto ela pode ajudar a solucionar as dúvidas dos clientes é um ótimo motivo para começar a se especializar em modelagem 3D fotorealista.

Para entender mais sobre como os projetos renderizados encantam os clientes e ajudam a fechar mais contratos, e ainda aprender algumas dicas essenciais que facilitam seu processo projetual, acompanhe este post!

 V-Ray: entenda o que é esse software

O V-Ray é um software desenvolvido desde 2002 pela empresa Chaos Group. O tipo de simulação realista que o programa utiliza iniciou na indústria cinematográfica e na publicidade, sendo posteriormente incorporado ao processo projetual de designers, arquitetos e engenheiros. Hoje em dia, esses são os profissionais que mais demandam softwares que correspondam especificamente às suas expectativas de trabalho.

Os softwares de modelagem 3D — como o SketchUp, 3DS Max, Revit ou outros — não possuem ferramentas que atribuam características físicas realistas aos modelos. O resultado é uma representação gráfica tridimensional com aspecto do que realmente é: um desenho.

Os renderizadores têm como princípio de funcionamento atribuir propriedades de texturas, brilhos e transparências, transformando o desenho em uma imagem tão realista que muitas vezes pode ser confundida com uma fotografia de um ambiente já construído.

Além de simular metais, vidros, espelhos e tecidos, outro aspecto imprescindível para uma boa renderização de projeto é a aplicação de efeitos luminosos que simulem o comportamento da luz natural, bem como da artificial. Mencionaremos mais dicas de como fazer uma renderização de qualidade em um tópico mais à frente.

Saiba como o V-Ray pode te ajudar

Em décadas anteriores, a melhor forma de representar volumetricamente os projetos era por meio das maquetes físicas. No entanto, elas levavam muito tempo para serem feitas e não eram muito práticas, pois na menor necessidade de alterações, exigiam um grande retrabalho para visualizar a nova configuração.

Além disso, era (e ainda é) um serviço caro, pois precisavam ser feitas com materiais de qualidade e com a maior exatidão possível, para evitar erros funcionais e estéticos que prejudicassem as vendas do empreendimento.

v-ray

Dessa forma, a modelagem 3D e a renderização revolucionaram o mercado não apenas pela praticidade de elaboração de projeto, mas pelo nível de precisão, realismo e encantamento que proporcionam tanto aos profissionais quanto aos clientes.

Dentre os demais programas semelhantes existentes, o V-Ray se sobressai devido à eficiência e qualidade com que renderiza os modelos. É um software altamente versátil, uma vez que atende tanto aqueles que estão iniciando no sistema de Renderização quanto à artistas 3D experientes.

Outra vantagem é que o V-Ray tem uma ampla gama de ferramentas e texturas editáveis, o que permite aproximações cada vez maiores às características físicas reais dos materiais. Além disso, o software tem capacidade de salvar os seus ajustes, possibilitando a importação de configurações personalizadas em projetos futuros, o que lhe garante maior produtividade no desenvolvimento de seus trabalhos.

Juntamente com SketchUp, Revit ou outros, o uso de um software para arquitetura como o V-Ray dinamiza a profissão e viabiliza a oportunidade de testar continuamente as mais variadas soluções arquitetônicas, observando o comportamento de cada uma diante das necessidades dos clientes.

Esses testes sucessivos possibilitam que a tomada de decisões seja feita com maior segurança e menor margem de erros, o que evita desperdício de recursos financeiros, principalmente nas etapas de execução de obra.

Toda essa segurança também é transmitida aos clientes, uma vez que eles poderão visualizar a construção com perfeição antes mesmo que seja concluída. Dessa forma, há uma otimização em toda a cadeia produtiva, envolvendo desde o processo criativo e sua representação gráfica, até a apresentação dos projetos aos clientes.

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Como utilizá-lo na prática e apresentar o melhor produto ao cliente

A apresentação dos projetos é a etapa com a qual a renderização mais contribui. Com imagens tão realistas, são reduzidas as chances de frustrações por parte do cliente que, antes, poderiam ocorrer devido a erros de interpretação ou falhas na comunicação de ideias, quando elas eram transmitidas por meio de plantas baixas, cortes e outros desenhos bidimensionais.

Além disso, quando aliadas aos desenhos técnicos e detalhamentos, as imagens facilitam a execução da obra, pois solucionam dúvidas e melhoram a compreensão do projeto pela equipe de trabalho.

Como sabemos, a comunicação é uma das partes-chave do negócio. Os profissionais têm mais chances de fechar mais e melhores contratos quando transmitem suas ideias com segurança, vendendo não apenas o preço, mas o valor incorporado a seu trabalho.

Esse cuidado demonstrado durante a apresentação de cada etapa do processo também propicia grandes chances do seu escritório obter excelentes recomendações e de fidelizar os clientes — ou seja, fazer com que eles voltem a você e à sua empresa quando necessitarem novamente de serviços de arquitetura.

Dicas essenciais para fazer um projeto de sucesso no V-Ray

Como todo software, os primeiros contatos com o V-Ray podem aparentar ser um pouco complicados. Para melhorar suas impressões e motivar mais ainda a sua busca por conhecimentos nessa área, confira o nosso miniguia com 12 dicas fundamentais para alcançar bons resultados.

render v-ray

1. Use a escala adequada

 Apesar de parecer óbvio, é um passo crucial: certifique-se de que a modelagem toda esteja em escala real. Assim, todos os objetos se comportarão como o fariam no mundo real.

Obviamente, isso depende do tipo de projeto: caso você esteja modelando um objeto pequeno ou delicado, use escala em centímetros. Mas, se for um ambiente ou uma construção maior, utilize metros como medida básica.

2. Atente ao nível de detalhamento

Quanto mais minuciosa for os detalhes do seu projeto, mais real ele parecerá no final da renderização. Portanto, capriche os detalhes: verifique se todos os objetos estão sobre as superfícies, nas distâncias e nas espessuras corretas.

Outro fato que contribui bastante para esse ponto é a qualidade dos blocos 3D utilizados no trabalho. O SketchUp é o que tem a maior variedade deles, porém é preciso escolher os que sejam bem modelados e com materiais bem especificados, pois isso facilita na atribuição de propriedades físicas durante as configurações do V-Ray.

Procure blocos que se assemelhem aos reais, ou de lojas que disponibilizem os produtos para compra: esses detalhes fazem toda a diferença na apresentação do projeto para os clientes e permitem a maior fidelidade possível durante a execução da obra e na finalização da decoração.

Caso o projeto exija movelaria sob medida, execute cada ideia com a maior exatidão possível, de forma a atender às particularidades e expectativas do cliente. Existem aplicativos especializados em movelaria que aplicam parâmetros de precisão e otimizam o seu tempo de trabalho.

render v-ray

3. Visualize os ambientes com cenas

Cenas são pontos de vista ajustados pelo projetista no software de modelagem 3D, que memorizam o posicionamento dentro do ambiente e a altura do ponto de observação. Esse é um recurso muito útil, pois permite fixar ângulos específicos para visualizar o projeto.

Dessa forma, o V-Ray aplica as características dos materiais de acordo com o ângulo de incidência da iluminação vista daquele ponto. Isso impede possíveis incoerências na imagem, que prejudicariam o realismo do seu trabalho.

Outra vantagem da separação em cenas é poder fazer comparações com as fotografias feitasin loco. Assim, seu trabalho pode ser divulgado de forma interessante, mostrando comparações desde as fases iniciais de levantamento e estudos preliminares até a execução e a finalização da obra.

Intimamente ligada a essa separação das cenas, está a própria escolha do posicionamento da câmera imaginária no SketchUp, 3dsMax, Revit ou qualquer outro programa. Sempre que possível, a câmera deve ser colocada em um ponto dentro do ambiente, preferencialmente em um ângulo que permita a visualização de três paredes, a fim de dar ideia de amplitude.

No entanto, para maquetes pequenas, como de lavabos, banheiros ou áreas de serviços, devemos utilizar pontos estratégicos. Um dos melhores truques é atribuir transparência a uma das faces do modelo e posicionar a câmera fora dele.

Isso preserva os acabamentos do lado de dentro, ao mesmo tempo em que a câmera “enxerga” através da parede, permitindo uma visualização mais completa do ambiente.

software v-ray

4. Aperfeiçoe a caracterização dos materiais

Evite utilizar apenas as aparências de materiais fornecidas pelo software de modelagem: ao em vez disso, ajuste as configurações por meio do próprio V-Ray. Quanto mais as propriedades como brilhos, reflexões, cores, estampas e texturas se aproximarem dos materiais, maior será o nível de realismo da imagem renderizada.

Durante a elaboração da maquete, tenha certeza de que cada objeto ou superfície tem seus materiais bem definidos, de modo a não causar confusões no momento de configurar as propriedades físicas de cada um para a renderização.

Existe uma série de plugins e pacotes de texturas disponíveis para download, que podem enriquecer ainda mais a sua biblioteca pessoal de materiais e efeitos.

Mas procure não exagerar nos níveis de transparência e reflexão: utilize dois ou três, no máximo. O excesso deles pode alongar muito o tempo de finalização da imagem ou até mesmotravar sua renderização.

5. Verifique as dimensões das texturas

Enquanto o projetista especifica a maquete, é comum criar novas texturas com imagens importadas para o programa, inserindo os acabamentos previamente escolhidos pelos clientes ou que fazem parte da proposta do profissional.

Nesse processo, verifique alguns pontos: os tamanhos das estampas e revestimentos importados, além das superfícies que receberão essas importações. Se for preciso, ajuste manualmente essas medidas, de forma a evitar deformações prejudiciais à qualidade do seu projeto.

Verifique também a dimensão da imagem em pixels. Estampas muito pequenas ficam com qualidade baixa se aplicadas em grandes dimensões. Da mesma forma, uma textura muito detalhada vai pesar o seu arquivo desnecessariamente se for utilizada em um objeto muito pequeno.

6. Posicione os objetos adequadamente

Pense como se os móveis e objetos de decoração da cena “posassem” para uma foto. Colocando em uma posição mais favorável ao ponto de observação, os objetos ficam mais visíveis, fazendo com que a cena inteira seja mais compreensível e harmônica.

7. Lembre-se de configurar a iluminação

A iluminação sempre depende do tipo de projeto elaborado. Se a imagem final for de uma fachada, de dia, busque o máximo de detalhamento para se aproximar da iluminação solar. Se for uma fachada vista à noite, ajuste a iluminação interna, para causar efeitos de transparência e simular qual será a aparência quando o lugar já estiver ocupado.

Em uma cena diurna ou de final de tarde, também é interessante mesclar os dois tipos de iluminação: por exemplo, combinar a luz do sol poente entrando pela janela com alguns spots ou abajures acesos resulta em uma atmosfera aconchegante e simula a presença de pessoas dentro do ambiente.

Se a sua cena for de um ambiente interno, não configurar as luminárias vai resultar em uma imagem completamente escurecida. Existem vários pacotes de configurações de iluminação prontas — mesmo porque simular o comportamento de fachos de luz é muito mais complicado, então, é bom tê-los predefinidos para serem reproduzidos fielmente.

luz v-ray

Procure sempre variar nas formas de iluminação: pendentes, spots, sancas. Tudo isso traz riqueza ao projeto e ao resultado final do render. Mas não exagere na quantidade de luzes: isso também atrasa o processo de renderização.

Alguns profissionais preferem trabalhar na modelagem, a iluminação real do ambiente. No entanto, existem formas de burlar a iluminação das cenas com “luz falsa”.

Essa luz falsa tem várias finalidades: entre as mais significativas, dar mais brilho nos objetos e um acabamento mais artístico no render, além de balancear a iluminação. Esse pequeno truque torna as imagens ainda mais atrativas para clientes e projetistas.

Atenção: durante a configuração das cenas, se você não for mais alterar a iluminação, é interessante salvar o seuirradiance map. Esse simples comando acelera muito o seu render.

8. Ajuste também as sombras

As sombras são tão importantes quanto a própria iluminação. Isso porque, se você não as configurar adequadamente, elas assumem cores muito escuras e irreais. Esse efeito nem um pouco interessante fica evidenciado principalmente em cenas externas diurnas, como por exemplo, a sombra projetada por folhagem de árvores sobre o chão ou sobre uma fachada.

Como sabemos, a luz do dia não é composta apenas pelos raios solares diretos, mas também pela iluminação difusa — aquela refletida por superfícies e pelo próprio céu —, ou seja, dificilmente as plantas projetam silhuetas tão delineadas e escurecidas.

Dessa forma, é aconselhável clarear e suavizar os contornos de sombras em áreas externas e internas, sejam de vegetação, sejam da própria edificação.

render v-ray

9. Faça testes em baixa resolução

Essa é mais uma dica para otimizar o seu manuseio do V-Ray: se você for um iniciante ou caso queira apenas testar suas configurações de iluminação e modelagem, diminua o tamanho das imagens! A baixa resolução permite que elas fiquem prontas mais rapidamente e não prejudiquem a visualização dos efeitos ajustados.

Deixe para produzir imagens em alta qualidade quando você já tiver realizado vários testes e tiver certeza de que seus ajustes estão em ordem.

10. Finalize a imagem na pós-produção

A renderização não é o processo final. A maioria dos arquitetos e designers ainda faz um trabalho de ajustar alguns detalhes finais, como brilhos, imagens de fundo e alteração de saturação das cores. Para isso, fazem uso de softwares de edição de imagem, como o Photoshop.

Esse tipo de edição permite adicionar às imagens vários aspectos que humanizam ainda mais o projeto. É o último toque, que faz com que o cliente se encante e se sinta dentro do ambiente construído, induzindo-o a imaginar-se usando o espaço.

Em todos os tipos de projetos, pequenos ou grandes, uma das possibilidades da pós-produção é a adição de figuras humanas, para que haja melhor compreensão da proporção entre edificação e escala humana.

renderização no Vray
renderização no Vray

Outra vantagem é a possibilidade de editar detalhes que passaram despercebidos antes da renderização ficar pronta. É o que acontece, por exemplo, se um material não ficar exatamente com a cor ou o acabamento especificado pelo fabricante.

Na pós-produção, é possível ajustar essas características para manter o máximo de fidelidade possível ao que o cliente terá ao final da execução do projeto.

11. Mantenha-se atualizado

A cada ano, os desenvolvedores de softwares de arquitetura lançam atualizações gratuitas que incrementam a gama de ferramentas dos programas ou têm novas configurações que aceleram o render. Dentre as mais recentes novidades do V-Ray, temos a adição de estudos de iluminação solar, efeito de névoa, gerenciador de arquivos, luzes adaptativas e muito mais.

Por isso, é necessário sempre buscar saber as diferenças entre as versões atuais e as novas dos seus programas preferidos.

12. Pratique sempre

Como qualquer atividade, o domínio de um software como o V-Ray depende de muita prática, de estudo e testes. À medida que o usuário adquire mais familiaridade com os recursos oferecidos pelo programa, fica cada vez mais fácil atingir aquele objetivo tão almejado de imagens super-realistas.

A prática é mais importante ainda se você tiver dificuldades de aprender a usar novos programas, com ou sem orientação de professores. Afinal, para configurar no V-Ray, você precisa entender como funciona cada elemento ajustável que o software oferece.

Ao longo do tempo, a repetição de comandos e a troca de conhecimentos com outros usuários revelam novas maneiras de configurar os diversos materiais dentro de um projeto. Assim, você cria e aprendeatalhos novos, que aceleram e dinamizam a sua forma de trabalhar.

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Configurações ideais para renderizar com V-Ray

Na internet, existem inúmeros tutoriais que ensinam como instalar o software. Ainda que o V-Ray seja acessível para praticamente qualquer máquina, é aconselhável que você invista em um computador com certos requisitos recomendáveis, que facilitarão bastante o seu trabalho de criação.

Isso é especialmente importante, mesmo porque o V-Ray é apenas um dos programas usados por arquitetos e engenheiros. Os computadores ainda precisam rodar tranquilamente ainda  o SketchUp Pro, o Revit, o 3ds Max, o Photoshop, entre outros.

Pode ser difícil encontrar uma máquina ideal para esses programas, mas preze por boa qualidade em algumas peças-chave, como placa de vídeo dedicada, placa mãe, memória e processador.

Especialize-se ainda mais!

Ainda que você tenha alcançado um bom ritmo de trabalho e dominado muito bem as ferramentas do software apenas com tutoriais e dicas gratuitas online, é sempre aconselhável que você invista em um curso mais completo sobre o V-Ray.

Os cursos são benéficos tanto para quem já tem autonomia no programa quanto para os iniciantes, pois abordam cada aspecto das configurações oferecidas, ampliando consideravelmente o conhecimento do aluno e capacitando-o como um especialista em modelagem 3D e renderização.

v-ray

Além disso, sejam online, sejam presenciais, os cursos ensinam mais do que apenas a elaborar o render. Ensinam também a ter uma metodologia de trabalho padronizada, conhecendo desde as primeiras etapas do trabalho de modelagem até os tratamentos finais das imagens e melhorias na apresentação dos projetos aos consumidores finais.

A TotalCAD oferece um ciclo completo de softwares de desenho para projetistas, suprindo demandas dos campos da arquitetura, da engenharia e do design.

Os serviços compreendem a aquisição de programas voltados para cada fase da prática projetual — desenho CAD, modelagem 3D, renderização, estruturas, instalações prediais e infraestrutura —, eventos online, uma plataforma de ensino a distância (EAD) com cursos completos para aprendizado, além do suporte técnico online (STO) aos clientes.

Como uma central de ajuda para os profissionais, o blog da TotalCAD fornece materiais gratuitos a respeito do uso das ferramentas e sobre decisões projetuais mais recorrentes, além de dicas essenciais para escritórios de arquitetura.

Depois de aprender tanto sobre como o V-Ray faz a diferença na elaboração e apresentação do seu trabalho, que tal saber mais sobre gerenciamento de projetos em arquitetura? Quais parâmetros e técnicas você domina?

Maquete eletrônica: 10 motivos para usar em apresentações de projetos

A maioria dos profissionais da construção civil usa, hoje, computadores para desenhar plantas e cortes, modelar uma maquete eletrônica, fazer planilhas ou preparar documentações. Nas duas últimas décadas, ossoftwares CAD (em português, desenho assistido por computador) têm avançado tanto que pode ser difícil adaptar-se às inovações.

A principal forma de apresentar projetos atualmente é por meio da maquete eletrônica: construção tridimensional que simula espaços internos e externos e que veio para modificar completamente o modo de projetar. Quanto maior a precisão na construção dos modelos, menores são as chances de erros na execução.

É inegável o quanto essas ferramentas reduzem o trabalho com desenhos que, em épocas passadas, demandavam semanas de dedicação dos profissionais de arquitetura e engenharia. Agora, é possível focar na excelência das soluções com muito mais praticidade.

Se você é um profissional de arquitetura ou engenharia e ainda não está convencido de que precisainvestir nesse conhecimento, destacamos, a seguir, 10 razões para explorar as maquetes eletrônicas. Acompanhe!

1. Ótima relação custo/benefício entre software e maquete eletrônica

É verdade que vários dos programas mais conhecidos demandam altos investimentos — em cursos, tempo de aprendizado e compra de licenças de uso. Mas também é possível encontrar alternativas gratuitas de excelente qualidade que lhe possibilita a projetar uma maquete eletrônica. Confira aqui.

A principal diferença entre os dois tipos é que as gratuitas não têm algumas das ferramentas mais avançadas existentes nas versões pagas. No entanto, o desempenho não é gravemente prejudicado: elas continuam trazendo rapidez às várias etapas da atividade projetual.

Os softwares, sejam pagos ou não, devem ser adquiridos com representantes ou em sites oficiais. Aliás, atenção: o download de programas em locais alternativos abre espaço para a invasão de vírus, que podem prejudicar a performance e a segurança do seu computador.

maquete eletrônica

2. Facilidade no manuseio

Assim como ocorre com qualquer outra ferramenta que não seja tão familiar, o manuseio dos programas de modelagem parece complicado e impossível de se aprender em um primeiro momento.

No entanto, existem ótimos sites que oferecem pacotes bem acessíveis de tutoriais dos vários softwares. O mais importante é não desistir! Com mais tempo de uso e dominando melhor os comandos, é possível atingir uma ótima produtividade.

maquete eletrônica

3. Criatividade ilimitada

Ao contrário do que se pode pensar, os softwares CAD não necessariamente limitam seus meios de criação. A grande variedade de ferramentas internas de desenho permite a elaboração de formas orgânicas ou geométricas, simples ou rebuscadas.

Caso tenha dificuldades de pensar diretamente em frente à tela vazia do software, uma boa solução é definir as principais linhas e diretrizes do seu projeto manualmente e, só depois, transportar esses conceitos para o computador.

4. Possibilidade de testar soluções

Projetar nesses programas facilita — e muito! — as modificações, sejam de revestimentos, de iluminação, de volumetria ou de fachada, quando necessárias. Pensando na demanda pelo desenvolvimento sustentável, é possível testar o desempenho energético da edificação ou do ambiente frente às condições climáticas nas quais a construção será executada.

Devido à escassez de recursos naturais dos últimos anos, esse aspecto é importantíssimo. Por isso, é preciso pensar sempre no consumo consciente de água e energia elétrica, além de dispor os resíduos de maneira a não prejudicar tanto o ambiente como os sistemas urbanos.

Assim, os profissionais produzem uma multiplicidade interessante de soluções para seus clientes, demonstrando diversos estilos construtivos e formas de corresponder às suasexpectativas.

5. Personalização do modo de trabalho

As ferramentas computacionais admitem vários níveis de customização. Desse modo, cada profissional pode (e deve) adequá-la aos seus padrões de formatação e à sua forma de desenhar, evitando retrabalhos desnecessários.

Outro tipo de personalização refere-se às configurações dorenderizador (ferramenta que dá ao desenho o aspecto de realidade, como uma foto real) e ao tratamento da imagem após a renderização. Essa última prática ajuda a alterar detalhes que aumentam ainda mais o nível de realidade da imagem final, como a saturação de cores e o brilho.

6. Economia de tempo e recursos

Representar projetos com maquetes eletrônicas também resulta em economia de recursos: seu escritório gasta menos com impressões e a fabricação de modelos físicos, o que gera menos resíduos provenientes do descarte de propostas não utilizadas. O planeta agradece!

 7. Redução da quantidade de erros

Com imagens tão acessíveis, as más interpretações de seu material são reduzidas ao mínimo — afinal, os clientes não são obrigados a ter domínio técnico para compreender totalmente os projetos por meio apenas de plantas baixas e cortes.

Pelos mesmos motivos, a maquete eletrônica funciona bem também para evitar erros por parte da equipe de obra. Isso vale tanto para a compra de materiais quanto para a execução das etapas do projeto.

8. Compatibilização sem complicações

Ao escolher softwares que se integrem à tecnologia Building Information Modeling (BIM), por exemplo, você simplifica uma fase importantíssima: a compatibilização de projetos, que é essencial para que sua obra transcorra da melhor forma possível. Mas como funciona oBIM?

A partir do modelo 3D completo inserido, o sistema extrai todas as informações complementares — plantas, cortes, quantificação, precificação de insumos, dentre outras. Assim, a documentação não precisa ser encaminhada para vários profissionais diferentes nem enfrentar problemas como perdas ou alterações desnecessárias.

Se os programas escolhidos incluírem aplicativos para tablets e smartphones, melhor ainda. Assim, profissionais e clientes podem ter acesso aos arquivos, de qualquer lugar.

9. Facilidade na apresentação de projetos

Apresentar projetos 3D bem modelados em uma maquete eletrônica permite uma visualização com alto nível de realidade e em vários ângulos, especialmente após a renderização e o tratamento final da imagem. Isso traz credibilidade aos profissionais envolvidos, impressiona e conquista os clientes (que vão perceber como aquela solução pode atender bem às suas necessidades).

Para tanto, faz toda a diferença utilizarblocos ricos em detalhes — existem amplas coleções deles, feitas por profissionais especializados. O SketchUp, por exemplo, tem a maior biblioteca de blocos 3D do mundo.

10. Enriquecimento do portfólio

Elaborar um portfólio com imagens das propostas elaboradas por você e sua equipe, antes mesmo delas ficarem prontas de verdade, deve ser um de seus principais interesses. Os benefícios são muitos:

  • é mais atrativo, do ponto de vista do cliente, do que uma série de desenhos técnicos;
  • facilita a venda dos serviços;
  • o design do portfólio fica visualmente mais interessante;
  • a alteração e a aprovação dos projetos são muito mais rápidas.

Todos esses fatores, unidos, trazemvisibilidade e autoridade dentro do mercado de arquitetura de sua região. E isso significa o fechamento de mais propostas e maior rentabilidade!

Existem softwares de diferentes níveis de complexidade, desde os mais acessíveis até os mais exigentes, como SketchUp, Promob, Revit e 3D Max. Cada um tem diferentes vantagens, que dependem do nível de adaptação do profissional. Dentre os citados, o quemenos exige computadores com configuração sofisticada é o SketchUp, o mais utilizado no mundo.

Pronto para investir na maquete eletrônica para a apresentação de seus projetos? Comece o quanto antes e se diferencie no mercado. E, para receber nossas dicas e novidades sobre arquitetura e engenharia, assine nossa newsletter!

 

Criatividade em projetos de arquitetura: descubra os mitos!

A criatividade em projetos de arquitetura vem sendo atrelada à extravagância visual, principalmente por pessoas leigas ou em processo de maturação profissional — muitas vezes, inclusive, destituída de real funcionalidade. 

No entanto, a arquitetura precisa se apoiar em três pilares fortes para cumprir seu devido papel: o programa, a técnica e a arte. Essa última está essencialmente conectada ao lugar do projeto, à cultura local e aos aspectos urbanísticos que interferem na vida cotidiana.

Nenhum dos pilares se beneficiam da visão atual da criatividade. E você, quer entender o que é ser criativo em arquitetura e se desvincular de vez dos mitos que só atrapalham o resultado dos seus projetos? Então, continue com a leitura.

  

Conceito de criatividade

A primeira ideia que vem à mente quando falamos em criatividade é “inspiração” — outra palavra deturpada na visão atual. Considera-se que algo é criativo quando é inusitado, imprevisto, e, frequentemente, fruto de uma espécie de talento.

O “ser talentoso” é acometido de uma “inspiração” que provoca o surgimento de algo “criativo”. A criatividade vai se destituindo de seu sentido original, que é, segundo o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, a “capacidade de criar, de inventar”.

Todo ser humano é criativo, é uma das características inerentes ao homem, na medida em que, em todas as áreas do conhecimento, há sempre criação de novos conceitos. Muitas dessas novidades, no entanto, não surgem de repente, elas são fruto de evoluções geradas ao aprimorar-se conceitos já existentes.

Portanto, considerar criativo apenas o que é completamente inovador é ignorar toda a trajetória de construção do conhecimento que levou a essa inovação. A verdadeira criatividade não está apenas neste fim, mas encontra-se a cada passo do caminho.

A verdadeira criatividade em projetos de arquitetura

Ao criar, o arquiteto precisa encontrar a área comum entre o que o cliente deseja, o que o projeto necessita e as suas próprias aspirações artísticas. Muitas vezes, questões orçamentárias e de prazo parecem travar uma verdadeira batalha contra a criatividade, mas, manter-se aberto à inovação não significa ter todas as possibilidades do mundo à sua disposição.

Frequentemente, a criatividade se beneficia dos problemas apresentados, pois eles forçam a busca por uma solução. Você pode se ater ao básico, ao já testado, e aplicar fórmulas cômodas aos seus projetos — a chamada Síndrome da Jaula Pequena —, ou pode se permitir buscar respostas criativas por meio de outros processos.

Esqueça seus conceitos iniciais

Se você acredita que a Criatividade em projetos de arquitetura vem de uma faísca que depende apenas de inspiração momentânea, está enganado. Soluções criativas são encontradas por meio da aplicação de bagagem cultural, conhecimentos previamente adquiridos e foco em objetivos.

Tanto que, em geral, para quem criou a solução, ela parece sempre óbvia e nada inovadora. Steve Jobs, fundador da Apple, dizia que “quando você pergunta a uma pessoa criativa como ela criou algo, ela se sente um pouco culpada porque, na realidade, ela não criou nada. Ela apenas observou algo que lhe pareceu óbvio após algum tempo”.

Portanto, para estimular sua criatividade, não fique obcecado em encontrar a “solução maravilhosa” na qual ninguém pensou antes. Foque em resolver os problemas que você tem a sua frente com o conhecimento adquirido ao longo de toda a sua existência.

Fortaleça seu repertório

Não permita que seu mundo seja apenas a arquitetura, busque novas experiências e explore todos os aspectos culturais ao seu redor. Antoni Gaudí, por exemplo, produzia a parte da serralheria — grades, janelas, fechaduras etc.—, conhecimento que foi adquirido na oficina de seu pai, onde começou a trabalhar com apenas 8 anos de idade.

Ou seja, onde muitos costumam ver apenas um fornecedor, Gaudí viu espaço para inovação. Muito disso tem a ver com a experiência pessoal do arquiteto, mas você também possui vivências próprias. Basta exercitar a arte de mesclar conceitos.

 Utilize o design thinking

O design thinking é um método que a cada dia conquista mais pessoas. Ele se baseia em processos que levam em consideração não apenas o problema, mas a quem ele afeta e quais os fatores interferem em sua resolução.

Para a arquitetura, é uma ferramenta perfeita, porque um ambiente — parque, prédio, casa, ponte etc. — nunca é apenas um espaço. Ele tem uma funcionalidade, precisa servir àqueles que o utilizarão no contexto em que esses usuários estão inseridos.

Assim, um projeto arquitetônico que não leva em consideração esses fatores, mesmo que possua um design nunca antes visto, que seja feito de um material totalmente novo ou em uma estrutura complexa, se não atender às necessidades de seus usuários, ele terá falhado. Portanto, é papel do arquiteto fazer diariamente os passos do design thinking, que são:

  • imersão: dedicar um tempo a entrar no mundo dos futuros usuários do projeto, compreender seus valores e sua cultura, seus costumes e tentar entender de que forma eles pretendem utilizar a construção final;
  • análise e síntese: repassar toda a informação coletada na fase de imersão, traduzindo conceitos abstratos (valores, por exemplo) em um ou mais problemas a serem resolvidos com o projeto;
  • ideação: este é o momento de encontrar soluções executáveis para o problema identificado;
  • prototipação: executar a solução dentro do projeto.

Na verdade, esses passos fazem parte da vida de todo bom arquiteto. O desafio é saber mostrar esse processo ao cliente. Nesse sentido, o design thinking pode trazer a organização necessária para a transmissão de toda essa informação de forma clara e narrativa, facilitando o diálogo.

Criatividade é comprometimento

A criatividade em projetos de arquitetura não é sinônimo de extravagância. Ao contrário, muitas grandes ideias são consideradas geniais em função da sua simplicidade: são simples, mas solucionam problemas complexos.

O que está atrelado a esse conceito é a questão do comprometimento. Um projeto arquitetônico não está a serviço apenas do cliente ou do arquiteto, mas intimamente relacionado ao bem-estar das pessoas. Este é o problema número um a ser solucionado por essa que é considerada a mãe das artes.

Vimos neste texto que, a criatividade em projetos de arquitetura não é uma característica chave para fazer um esboço de sucesso. Para continue antenado, curta a nossa página do Facebook e não perca nenhuma nova dica!

Como escolher um software para engenharia, arquitetura e construção civil?

Se você é do ramo da engenharia e da arquitetura, certamente já enfrentou problemas relacionados à escolha de software. São diversas as ferramentas disponíveis no mercado com infinitas funcionalidades. Com isso, fica difícil escolher um software para engenharia que tenha todas as ferramentas mas que não seja excessivo com inúmeras aplicações que nunca serão utilizadas.

Além disso, nessas áreas você nunca precisa somente de um software para engenharia para tocar os projetos. São necessários vários deles para conseguir criar plantas, modelos 3D, o design de interiores etc.

Sabendo que será melhor integrar ferramentas do que escolher um software para engenharia que tente resolver tudo, é preciso pensar, a fim de escolher uma carteira de softwares que atenda bem e com a maior eficiência possível. Confira as dicas do post que preparamos!

Quais as características de um software para engenharia, arquitetura e construção civil?

Atualmente, há uma quantidade enorme de softwares para engenharia, arquitetura e construção civil. A Tecnologia da Informação se desenvolveu muito nas últimas décadas e passou a oferecer soluções para os mais diversos problemas da vida cotidiana e do mundo empresarial.

Na área da engenharia civil, então, muitas ferramentas surgiram para tornar tarefas chatas e burocráticas mais simples. Além disso, as ferramentas de automação de cálculos têm tornado tudo mais preciso e seguro. Sendo assim, os engenheiros e arquitetos não precisam mais fazer todo o “trabalho bruto” de cálculos e desenhos: basta um software para engenharia e tudo se resolve com muito mais praticidade.

Por isso, fizemos um resumo com as 3 principais características que todo o software de arquitetura e de engenharia deve ter:

Praticidade e usabilidade

Por mais que o domínio da tecnologia seja uma demanda cada vez mais frequente em todas as profissões, não podemos exigir que engenheiros e arquitetos sejam experts em softwares. Para isso, é importante que a interface (o local onde interagimos com o programa) seja bem intuitiva e mostre as ferramentas mais utilizadas de uma forma simples.

Imagine só: você usaria um programa em que tivesse que passar alguns minutos do seu dia tentando localizar onde se insere as texturas, como renderizar seu modelo, etc? Claro que não! Seu tempo é precioso e você precisa de um software para engenharia que deixe tudo mais prático e intuitivo.

software para engenharia

Possibilidade de integração com outros softwares

Certamente, nunca vai haver um software que satisfaça todas as suas demandas nos projetos. Os produtos são especializados em um segmento e produzir um software para engenharia que dê conta de tudo seria muito caro, além de demandar um processamento computacional muito grande — o que o tornaria inviável para o uso no dia a dia da construção civil.

Por isso, as melhores ferramentas são aquelas que se integram com os principais softwares para engenharia e arquitetura. Por exemplo, o SketchUp certamente é o ideal no setor de construção de modelos 3D para arquitetura e para o design de interiores.

Porém ele não é tão bom para renderizar modelos 3D e nem tem todas as peças para fabricação de móveis disponíveis. É para isso que outras duas ferramentas chegaram para completá-lo.

Com os chamados plug-ins, o V-Ray consegue criar modelos renderizados maravilhosos para mostrar para os clientes, ao passo que o Gabster tem todos os modelos de madeira e peças para móveis planejados para a integração com o SketchUp.

Ferramentas completas

Parece contraditório com o que dissemos no item anterior, não é mesmo? Mas, aqui, não queremos dizer que um software tem de ter todas as ferramentas possíveis, mas que, dentro daquilo que ele se propõe, ele deve ser completo. Vamos dar o exemplo do V-Ray.

Há diversos programas de renderização no mercado, mas muitos deles não atendem a uma demanda importante dos arquitetos e engenheiros: não oferecem muitas opções com resoluções mais baixas para as renderizações.

Com isso, os profissionais são obrigados a produzir arquivos pesados e demorados na etapa dos esboços e rascunhos. Outros, então, não se integram bem com o SketchUp, a ferramenta mais utilizada atualmente.

Já o V-Ray é completo nesse quesito: ele oferece várias opções de renderização em baixa resolução, além de funcionar perfeitamente com o SketchUp. Por isso, na hora de escolher um software de engenharia é essencial saber se ele é completo no setor que ele se propõe. Senão, você vai precisar de mais uma aplicação para suprir a lacuna que ele deixou.

Nesses casos, é essencial procurar uma consultoria e um vendedor especializado no ramo. Ao conversar com um consultor, ele vai te falar qual é a melhor solução, pensando naquilo que você precisa. Nele você vai poder confiar, uma vez que ele não é um mero vendedor tentando te empurrar um produto.

software para engenharia

Quais as vantagens de contar com um software para engenharia?

Redução do investimento em tecnologia

Quando você contrata um bom provedor de serviços de TI, você perceberá que os gastos com tecnologia em vez de aumentarem, vão se reduzir. Isso porque ele te dará todo o suporte necessário, ajudará no treinamento e ainda auxiliará na personalização de uma plataforma completa e enxuta para você.

Flexibilidade e escalabilidade

Você concorda que cada projeto tem suas especificidades? Algumas vezes, um determinado projeto pode demandar um software para engenharia que você ainda não tem. Por isso, é importante ter um provedor de serviços completo, que poderá responder prontamente àquela nova necessidade. Da mesma forma, ele poderá tirar esse serviço — ou qualquer outro — que não for mais útil no momento.

Além da flexibilidade, há a importante questão da escalabilidade, que é a capacidade de aumentar ou reduzir os serviços mediante o aumento ou a redução da demanda externa. Então, se em uma alta temporada você tiver de tocar vários projetos, esses softwares darão conta do crescimento.

Se, por outro lado, a economia desaquecer e você precisar diminuir suas operações, o softwares para engenharia também poderá ser reduzido proporcionalmente. Desse modo, você não terá gastos elevados e poderá continuar contando com a tecnologia.

software para engenharia

Acessibilidade de qualquer lugar

A acessibilidade é outro fator crucial: uma empresa provavelmente não toca somente uma obra em um só lugar. São vários canteiros dispersos nas mais diversas localidades. Por isso, os sistemas e as soluções tecnológicas têm de ser acessíveis em qualquer local.

Assim, por exemplo, a medição de um local pode ser lançada em tempo real pela nuvem ao escritório. Lá mesmo, o engenheiro e o arquiteto já podem iniciar o projeto com os dados certos.

Quais os principais softwares para cada área?

Arquitetura: SketchUp

O SketchUp — anteriormente chamado de Google SketchUp — é um programa de computador para modelagem 3D com uma ampla gama de possibilidade de desenho em 3D para as mais diversas áreas, como arquitetura, design de interiores, arquitetura paisagista, engenharia civil e mecânica, design de filmes e videogames.

Ele está disponível tanto em uma versão freeware — conhecida como SketchUp Make ou como SketchUp free a partir de 2017 — e uma versão paga com funcionalidades adicionais, SketchUp Pro. O SketchUp é propriedade da Trimble Inc., uma empresa de ferramentas de mapeamento e de navegação.

O programa conta com uma ampla base de usuários e, por isso, também existe uma enorme biblioteca on-line de montagens de modelos gratuitos (por exemplo, janelas, portas, automóveis) e um armazém 3D, para o qual os usuários podem contribuir com modelos.

O programa inclui ainda a funcionalidade de layout de desenho, permite a renderização da superfície dos objetos em “estilos” variáveis, oferece suporte a programas de “plug-in” de terceiros hospedados em um site chamado Extension Warehouse, a fim de enriquecer seus recursos (atualmente, por exemplo, já foi criado um plug-in para renderização fotorrealista dos modelos) e, para completar, permite a colocação de modelos no Google Earth.

software para engenharia

Design de interior: V-Ray

O V-Ray é um software de renderização de imagens geradas por computador, desenvolvido pela empresa búlgara Chaos Group, que foi criado em Sofia, em 1997. O V-Ray mais comercializado não é uma plataforma em si; na verdade é um plug-in comercial para softwares de computação 3D de terceiros.

Ele é principalmente utilizado para visualizações e computação gráfica em indústrias, como mídia, entretenimento, produção de filmes e videogames, design industrial, design de produtos e arquitetura.

O V-Ray é um mecanismo de renderização que usa algoritmos de iluminação global, incluindo rastreamento de caminho, mapeamento de fótons, mapas de irradiação e iluminação global diretamente calculada.

As aplicações 3D da área de trabalho suportadas pelo V-Ray são:

  • Autodesk 3ds Max

  • Autodesk Revit

  • Cinema 4D

  • Maya

  • Modo

  • Nuke

  • Rhinoceros

  • SketchUp

  • Softimage

  • Blender

Há ainda as versões acadêmicas do V-Ray e a plataforma individual, que não está integrada a outros programas. Porém, como todos os designeres de interiores já estão em outra plataforma, a versão plug-in foi a que mais se popularizou.

software para engenharia

Quando comparado aos concorrentes, o V-Ray é muito mais rápido do que o resto. Isso significa tempos de renderização mais rápidos, animações, rascunhos etc. Você, ao rascunhar seus projetos, sabe da importância do tempo. Afinal, com grande parte dos programas atuais, você espera mais tempo pelo processamento da renderização do que com o processo criativo do modelo em si.

Brincadeiras à parte, porém, é importante ter uma ferramenta de visualização que permita ver rapidamente se algo vai funcionar antes de se comprometer plenamente com renderizações de alta qualidade (que provavelmente serão descartadas nessa fase de esboço do projeto). O V-Ray é perfeito para evitar isso!

Em configurações mais baixas, o V-Ray vai bombardear uma série de imagens de baixa qualidade que lhe dará a sensação de material, de cor e de luz para que decisões rápidas possam ser tomadas em relação à composição e ao enquadramento. Claro, todo o software de renderização permite que você crie imagens de rascunho, mas nenhum deles opera tão rapidamente quanto o V-Ray.

Marcenaria e mobiliário: Gabster

Este é outro plug-in que pode ser integrado ao SketchUp com a finalidade de criar projetos matadores. Ele é capaz de criar móveis planejados e projetos de marcenaria em 3D que darão aos seus clientes uma visualização muito real ao projeto a ser colocado em prática.

software para engenharia

O Gabster conta com uma imensa biblioteca de materiais, formas, peças e texturas utilizadas no mercado. Por exemplo, nele você consegue, até mesmo, planejar os locais de inserção de dobradiças, de pinos de encaixe, de parafusos e de abridores. É realmente um programa completo! Conheça as soluções que o desenvolvedor oferece:

Solução cloud

Portal administrativo web para o fabricante informar custos e markups.

Sob medida

Componentes e blocos editáveis, escaláveis nos 3 eixos, obedecendo a engenharia da fábrica.

Orçamentos rápidos

Orçamento completo do projeto dentro do SketchUp.

Conectado a arquitetos

Potencial de expansão para utilização da biblioteca pela rede de arquitetos.

Escalável

A engenharia aplicada nos componentes editáveis evita problemas de projetos.

Redução de assistência

Aplicando a engenharia do mobiliário com precisão, na fase de projeto, eliminam-se surpresas durante a montagem dos móveis.

Setup automatizado

Facilidade para inserir o projeto na fábrica. Com poucos cliques as máquinas recebem os setups.

Montagens corretas

A conferência por código de barras organiza a expedição e nenhuma peça fica para trás na entrega.

Maior produtividade

Extraia todo o potencial da estrutura atual, faça mais com os recursos que já tem.

 

Projeto executivo: ZWCAD

O ZWCAD é um software para a criação de desenhos técnicos bidimensionais, que tem também ferramentas que possibilitam a modelação 3D por meio de sólidos e de fotorrealismo. Ele é muito versátil e pode ser utilizados por profissionais de várias áreas, como arquitetos, engenheiros civis, projetistas de redes elétricas e hidráulicas, designers, desenhistas de moldes e topógrafos.

Para quem já está familiarizado com o AutoCAD, não haverá muita dificuldade: os comandos são praticamente idênticos e há uma compatibilidade total com os arquivos DWG que você já tiver produzido. Entre suas ferramentas estão:

Design center

Faz o gerenciamento e acessa os conteúdos do desenho, como blocos, xrefs, camadas etc.

Block editor

Abre uma área independente para criar e editar definições de bloco. Você pode salvar um desenho como um bloco, definir atributos e editar um bloco de escala não uniforme no Editor de Blocos.

Calculadora rápida

Execute o cálculo dentro do CAD, assim como você faria com uma calculadora de área de trabalho. 

software para engenharia

Projeto hidráulico 3D: 3skeng

O 3skeng é uma extensão para projetos de engenharia 3D no SketchUp. Como todos os exemplos anteriores, é uma ferramenta intuitiva, fácil de usar e completa. Com ela, seu projeto hidráulico fica mais simples, pois ela faz tudo:

  • a projeção e a documentação de MEP;

  • o planejamento das estruturas de aço e tubagem;

  • o projeto 3D das estruturas de aço e tubagens, etc.

Assim, você será capaz de apresentar para o seu cliente um projeto hidráulico completo e confiável.

Análise de eficiência energética: Sefaira

O Sefaira é um programa completo para a análise da eficiência energética e um dos poucos que conseguem analisar o desempenho de um modelo 3D. Assim, os profissionais da Arquitetura conseguirão um feedback sobre a iluminação natural, a eficiência energética e o conforto dentro de seus projetos. Assim, eles podem criar edifícios cada vez melhores e ambientalmente sustentáveis.

Como escolher o software para engenharia mais adequado?

Por mais que muitos fornecedores de software insistam que há uma solução única para todo e qualquer problema, para todo e qualquer profissional, acreditamos que a escolha deve ser mais realista, baseada sempre nas necessidades de cada profissional.

Afinal, vai haver sempre quem precisa de apenas algumas funcionalidades enquanto outros precisam de uma série de ferramentas para todas as etapas da arquitetura e da construção civil, desde as fundações até a decoração.

Então, propomos 3 passos para que você escolha o software para engenharia ideal:

software para engenharia

1. Elenque as suas necessidades

O primeiro passo é você fazer uma lista de todos os processos que você considera ineficientes no seu dia a dia. Você gostaria de uma ferramenta para mover seus projetos para o digital? Está precisando de um sistema de gestão de obras? Ou deseja melhorar seus projetos de interiores?

Faça uma listinha mesmo, tipo aquelas de supermercado. Coloque tudo o que você precisa para que seu negócio corra suavemente e tenha a melhor eficiência possível, aumentando os lucros e diminuindo o seu trabalho.

2. Procure um consultor especializado

Procure um fornecedor que tenha diversos produtos para te oferecer. Quando você procura um consultor especializado em um software para engenharia, ele vai tentar te vender aquilo de qualquer modo como se fosse a solução para todos os problemas.

No entanto, quando você procura um fornecedor com diversos produtos e parceiros, ele vai saber te escutar e pensar qual é o leque de ferramentas que atende você com o menor custo e com maior eficiência. Assim, você não vai precisar comprar muitas ferramentas e poderá contar com um leque mais enxuto.

software para engenharia

3. Saiba filtrar quando for necessário

Mesmo depois de fechar um pacote de softwares, saiba que você pode personalizá-lo. Com o tempo, você vai ver que há ferramentas que você nunca utilizará ao passo que sentirá falta de outras. Nisso, vai construindo um sistema feito para você em vez de ficar com uma solução pré-fabricada.

A personalização é a grande tendência do TI atualmente e, certamente, se você procurar uma empresa séria ela vai te fornecer esse serviço e estará lá sempre lhe dando suporte.

Com essas dicas que demos aqui, temos a certeza de que a tarefa de escolher um software para engenharia não será tão complicada. Para isso, basta pensar bastante no que você precisa e escolher um fornecedor de confiança, que tenha uma boa carteira de produtos e ainda conte com inúmeros parceiros.

E aí, gostou das dicas sobre ter um software para engenharia, arquitetura e construção civil de qualidade para seus projetos? Então, não deixe de assinar a nossa newsletter para receber nossas atualizações em seu e-mail!